1T26: O que esperar do mercado? Petróleo impulsiona PRIO3 e PETR4, mas atenção!

1T26: O que esperar do mercado? Analistas apontam destaques em Energia e Commodities, mas alertam sobre pressões setoriais. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Expectativas de Mercado para os Resultados do Primeiro Trimestre de 2026

Cada período de divulgação de resultados gera um grande volume de expectativas entre investidores e analistas. Seja um lucro superior ou inferior ao previsto, ou variações inesperadas no Ebitda e anúncios de dividendos robustos, sempre há oportunidades para os acionistas aproveitarem, dependendo de seu posicionamento estratégico.

Para este primeiro trimestre de 2026 (1T26), o cenário aponta para uma divisão clara: algumas empresas devem apresentar bom desempenho, enquanto outras enfrentam expectativas mais contidas. Isso ocorre apesar de o Ibovespa apresentar uma navegação relativamente estável no período.

Fatores Externos e Pressões Setoriais

Diversos fatores externos influenciam o mercado, puxando algumas companhias para baixo, ao mesmo tempo que impulsionam o desempenho de outras. Segundo Ruy Hungria, analista de ações da Empiricus Research, os resultados do 1T26 devem continuar sob pressão devido aos juros elevados, ecoando o cenário visto no 4T25.

O analista ressalta que o ambiente de mercado tende a destacar os diferenciais competitivos das empresas mais bem posicionadas em seus respectivos setores. Além disso, desde 28 de fevereiro, o mercado acompanha de perto a alta nos preços do petróleo, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, o que afeta diretamente as empresas brasileiras ligadas a essa commodity.

Análise Setorial: O que Esperar em 2026

Energia e Commodities: Destaques para Petróleo

Entre os possíveis destaques positivos do 1T 2026, Hungria aponta as empresas ligadas à escalada do petróleo, citando especialmente a PRIO3 e a PETR4. As distribuidoras de combustíveis também devem ser beneficiadas pela melhoria setorial, impulsionada pela operação Carbono Oculto.

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No setor de Mineração e Siderurgia, o cenário é mais desafiador para as siderúrgicas, principalmente aquelas com forte foco no mercado interno, devido ao alto volume de importação de aço chinês. Contudo, a GGBR4 deve se sair melhor em comparação, por ter maior exposição ao mercado norte-americano.

Setores Financeiro e Utilities

No segmento bancário, o patamar de juros ainda pressiona as instituições financeiras, dificultando o crédito. No entanto, o Itaú (ITUB4) e o BTG Pactual (BPAC11) devem apresentar resultados superiores aos de outros grandes bancos, como Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11).

O Banco do Brasil (BBSA3) pode continuar sob pressão devido a perdas no setor agropecuário.

A B3 (B3SA3) também é vista com bons olhos, pois deve continuar se beneficiando do forte fluxo de capital estrangeiro, um movimento que já foi notável no 4T25, visto que 62,1% do volume negociado em março veio de capital externo.

Para Utilities e telecomunicações, o analista prevê números sólidos. O setor de Utilities deve se manter estável por depender menos da atividade econômica e dos juros, sendo auxiliado por preços elevados de energia e investimentos em saneamento.

As empresas de telecomunicações também devem reportar crescimento constante.

Setores em Atenção: Varejo, Construção e Agronegócio

Por outro lado, Hungria alerta que o cenário macroeconômico deve pesar sobre o varejo no 1T26, seguindo a tendência do 4T25, especialmente para lojas dependentes de crédito e clientes de menor poder aquisitivo.

Existem exceções notáveis, como as varejistas farmacêuticas, impulsionadas pelos remédios de emagrecimento, e empresas como Track & Field (TFCO4) e Smartfit (SMFT3), que se destacam independentemente do contexto geral. No setor de construtoras, embora as prévias mostrem desaceleração nas vendas, as focadas no programa Minha Casa Minha Vida devem apresentar mais resiliência.

Por fim, as companhias ligadas ao agronegócio também devem apresentar resultados abaixo do potencial esperado, puxadas pela baixa cotação de grãos como soja e milho.

Conclusão: Posicionamento Estratégico na Carteira de Ações

Com as expectativas para o 1T26 mapeadas, é fundamental revisar a carteira de ações com atenção para definir o melhor posicionamento. Ajustar a carteira manualmente após a divulgação gradual dos balanços pode ser um processo trabalhoso e, por vezes, ineficiente.

Dessa forma, é importante considerar alternativas que otimizem o processo de investimento. O foco deve ser em portfólios bem estruturados, baseados em análises criteriosas de fundamentos e perspectivas de mercado para os próximos meses.

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