O fundo imobiliário Aliança Trust Renda Imobiliária enfrentou um desafio em fevereiro, com a ocorrência de inadimplência no recebimento de aluguéis de dois imóveis localizados em São Paulo, ambos ligados ao grupo CDB Diagnósticos e atualmente sob a gestão da Alliança Saúde.
Apesar do ocorrido, a equipe de gestão do fundo ressalta que o impacto dessa situação é limitado e não interfere na distribuição dos rendimentos, nem no planejamento inicial para o primeiro semestre de 2026.
Impacto Contido e Medidas em Andamento
De acordo com o comunicado do fundo, os dois ativos, situados nos bairros de Ana Rosa e Morumbi, representam aproximadamente 3,3% da receita total. A gestão já implementou medidas para regularizar a situação, mantendo contato com a nova controladora da companhia, que está passando por um processo de transição.
Interpretação do Gestor
Em uma participação no programa Liga de FIIs, o gestor Fabio Carvalho explicou que a inadimplência é um evento pontual, diretamente relacionado a ajustes operacionais decorrentes da mudança de controle da empresa locatária. “Nossa análise indica que se trata de uma situação temporária, ligada a essa transição, e que tende a ser resolvida com relativa facilidade”, afirmou Carvalho.
Redução do Risco por Diversificação
O gestor também destacou que a exposição financeira do fundo aos ativos é menor do que a representação na receita sugere, devido à forma parcelada da aquisição. “Os ativos geram cerca de 3% da receita, mas consumiram menos capital do fundo, o que reduz ainda mais o risco efetivo da operação”, explicou.
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Estratégia de Expansão e Potencial de Valorização
Carvalho enfatizou que a estratégia do fundo se baseia na diversificação, diminuindo a concentração de risco por ativo e locatário. Atualmente, a maioria dos inquilinos do fundo representa entre 3% e 8% da receita, o que dilui o impacto de problemas pontuais.
O gestor ressaltou que o fundo está em fase de crescimento, com aumento no número de imóveis, o que reduz a exposição individual.
Além disso, o gestor destacou que os imóveis estão localizados em regiões estratégicas de São Paulo, com potencial para diferentes usos no futuro, ampliando as alternativas de geração de valor.
