Banco Central e Mercado: Expectativa de Corte na Selic em 2026 Aumenta

Banco Central e mercado atentos: BC pode reduzir taxas de juros em 2026. BC Central avalia cenário econômico e espera cortes na Selic

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(Imagem de reprodução da internet).

Análise Econômica: Cenário de Expectativa para o Mercado

A semana iniciou com um panorama econômico que sugere um ambiente de cautela para o mercado. Dados divulgados indicam uma demanda doméstica menos aquecida e um cenário inflacionário que, embora em trajetória de melhora, ainda exige atenção. A retomada da divulgação de indicadores econômicos após o fim da paralisação do governo trouxe consigo um conjunto de números que, em geral, apontam para um ambiente favorável a cortes nas taxas de juros.

Indicadores de Inflação e Expectativas de Juros

Os dados do Índice de Preços ao Produtor (PPI) de setembro, que apresentou uma variação mensal de 0,3%, e o núcleo do indicador, com uma leve queda em relação às expectativas, sinalizam um caminho para uma inflação mais controlada. Essa leitura, combinada com a melhora na percepção de um alívio da inflação e a resiliência do mercado de trabalho, impulsionou o Índice de Confiança do Consumidor, atingindo um patamar elevado desde janeiro de 2014.

Essa dinâmica reforça a expectativa de que o Banco Central possa reduzir as taxas de juros na reunião de dezembro.

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Reações do Mercado e Projeções Futuras

A fala do diretor Nilton David do Banco Central, que não considera o aumento dos juros como cenário base, gerou uma forte apreciação do dólar e uma queda nos juros em todos os vértices da curva futura. O mercado passou a atribuir uma alta probabilidade de redução de 90% na Selic de 25 pontos-base na reunião de janeiro, com um total de 300 pontos-base de corte durante o ano de 2026.

Essa postura reflete a crescente expectativa de que o Banco Central adote uma política monetária mais flexível para estimular o crescimento econômico.

Opções de Investimento e Recomendações

Diante desse cenário, diversas instituições financeiras recomendam a aplicação em títulos de renda fixa, como o CDB IPCA+ do Agibank, do Daycoval e da LCA prefixada do ABC Brasil. Esses títulos oferecem proteção contra a inflação e a possibilidade de obter retornos superiores aos títulos públicos. É importante ressaltar que as taxas e os vencimentos dos títulos podem variar devido às oscilações do mercado.

Para a reserva de emergência, recomenda-se o Tesouro Selic, disponível na plataforma do Tesouro Direto, ou fundos DI taxa zero.

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