China muda regras tributárias e lança incentivos para aumentar natalidade em Hong Kong
China flexibiliza tributação sobre medicamentos e anticoncepcionais para combater queda na natalidade. Medida visa incentivar famílias e contrabalançar dados de população em declínio
Hong Kong, 2 Jan (Reuters) – Medidas para Estimular a Natalidade na China
A China implementou a partir de 1º de janeiro uma nova política tributária, removendo uma isenção de três décadas sobre medicamentos e dispositivos anticoncepcionais. Essa mudança faz parte de um esforço do governo para reverter a tendência de queda nas taxas de natalidade do país.
A medida representa uma alteração significativa na forma como esses produtos são tributados, agora sujeitos ao imposto sobre valor agregado de 13%, a taxa padrão para a maioria dos bens de consumo.
Contexto da Queda nas Taxas de Natalidade
A implementação desta medida ocorre em um momento crítico para a economia chinesa, onde a população tem registrado uma queda contínua nos últimos anos. Em 2024, a China experimentou a terceira queda consecutiva na sua população, um fator que tem gerado preocupação entre especialistas e autoridades governamentais.
Novas Iniciativas do Governo
Além da alteração tributária, o governo chinês tem adotado outras medidas para incentivar o casamento e a formação de famílias. Em 2024, foram lançados subsídios anuais para creches e incentivados os centros de ensino superior a promoverem uma visão positiva sobre o casamento, a família e a fertilidade.
Essas iniciativas visam combater os desafios relacionados ao alto custo de vida e à incerteza econômica.
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Fatores Contribuintes para a Queda
A queda nas taxas de natalidade na China é resultado de diversos fatores, incluindo a política de filho único, implementada entre 1980 e 2015, e a rápida urbanização. O custo elevado dos cuidados com os filhos e da educação, juntamente com a instabilidade no mercado de trabalho, também contribuem para a hesitação dos jovens chineses em formar famílias.
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