Computação Quântica ameaça BTC e criptos: o que esperar do mercado em 2026?

Cripto em xeque! Computação quântica ameaça BTC até 2029. Saiba como a segurança das criptografias e o mercado reagiram à queda.

11/04/2026 10:17

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(Imagem de reprodução da internet).

Criptomoedas em Xeque: Computação Quântica e Incertezas de Mercado

Em 2025, o mercado de criptomoedas viveu um rali notável, com o bitcoin (BTC) atingindo a marca de US$ 126 mil. Contudo, o cenário mudou drasticamente. Os preços atuais estão distantes dos picos do ano passado, e a tensão geopolítica no Oriente Médio domina as atenções dos investidores.

Neste contexto de cautela, os investidores buscam proteger suas carteiras, enquanto o mercado cripto parece estar em um período de reajuste. Adicionalmente, uma recente descoberta na área de computação quântica levantou sérias dúvidas sobre o futuro dos ativos digitais.

A Ameaça Quântica e a Segurança das Criptografias

Um artigo publicado pelo Google, em colaboração com a Fundação Ethereum, em 1º de abril, trouxe à tona preocupações significativas. A descoberta sugere que, até 2029, pode ser viável criar computadores quânticos potentes o suficiente para quebrar a criptografia de carteiras na blockchain, caso os sistemas de segurança não sejam atualizados.

Isso coloca em risco carteiras de grande porte e mais antigas, como a suposta de Satoshi Nakamoto, criador do bitcoin. Valter aponta que, “inevitavelmente, até 2029 ou 2030, os bitcoins de Satoshi serão movimentados”. Um possível ataque à carteira do criador do BTC colocaria cerca de US$ 70 bilhões em BTC em risco.

Analisando a Queda do Bitcoin e o Comportamento do Investidor

A queda do bitcoin (BTC) desde sua máxima histórica em outubro merece atenção. Vale notar que a tendência de baixa já existia antes do início do conflito no Oriente Médio, ocorrido em 28 de fevereiro.

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Mudanças no Comportamento de Venda

Heloísa Mendonça explica que o mercado testemunhou investidores de longo prazo liquidando posições após o BTC ultrapassar o patamar psicológico de US$ 100 mil no ano passado. Segundo ela, isso não indica falta de convicção, mas sim o desejo de realizar lucros.

Valter Rebelo complementa essa visão, observando que muitos compradores iniciais, que adquiriram bitcoin em 2009 ou 2010, tinham uma visão mais idealista. A institucionalização do bitcoin nos Estados Unidos gerou uma narrativa de que a moeda foi “cooptada”, levando esses investidores mais antigos a venderem.

Diferenças entre Investidores Institucionais e Varejo

Em contraste com quem está realizando lucros, há um grupo de compradores institucionais em atividade. Valter aponta um crescimento superior de mais de 100% no mercado institucional entre 2024 e 2025, comparado aos cerca de 30% de expansão no varejo (pessoas físicas).

“O varejo é o fluxo ‘menos informado’, que observa ruídos achando que é sinal”, afirma o especialista. Ele aconselha que o investidor pessoa física deve buscar tomar decisões de maneira mais informada, em vez de reagir a notícias isoladas.

A questão central levantada é: o que o setor institucional está percebendo que o investidor de varejo ainda não identificou? Essas são as perguntas que guiam a análise sobre as perspectivas futuras do mercado.

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