ANEEL Apresenta Base de Ativos Regulatórios Elevada para a Copel
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) divulgou uma avaliação inicial da Base de Ativos Regulatórios (RAB) que será crucial para determinar a tarifa da Copel durante a revisão periódica, agendada para junho de 2026. O valor preliminar da RAB foi estimado em R$ 19,3 bilhões, o que representa um aumento de 4,3% em relação à projeção do Bradesco BBI, que previa R$ 18,5 bilhões.
Esse número está próximo do consenso do mercado.
Ainda não foram detalhados os cálculos que levaram a essa RAB mais alta. No entanto, analistas do Bradesco BBI apontam que fatores como a aceleração na conclusão de investimentos em andamento – a ANEEL exige que projetos em construção não sejam incluídos na RAB – e possíveis reduções nos custos de alguns projetos em relação aos parâmetros da reguladora podem explicar o aumento.
A revisão tarifária da Copel, que ocorrerá em junho de 2026, é vista como um momento importante para o setor de distribuição. A RAB elevada pode influenciar positivamente o crescimento dos lucros da empresa e, consequentemente, a base de ativos regulatórios.
Analistas do BofA também avaliaram o dado como positivo, com a RAB estimada em R$ 19,3 bilhões, o que representa um aumento de aproximadamente 2% no valor presente líquido (VPL) em relação ao cenário anterior. Eles acreditam que a revisão reforça a redução de riscos, indicando uma postura regulatória mais favorável.
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O BofA manteve a recomendação de compra para a Copel, com um preço-alvo de R$ 21, e o BBI também manteve a recomendação outperform para a Copel, com um preço-alvo de R$ 18 por ação para o fim de 2026. As estimativas e os preços-alvo permanecem estáveis, por enquanto.
