El Niño Ameaça: Bandeiras Tarifárias Mais Caras em 2026?

El Niño ameaça elevar tarifas de energia em 2026! Especialistas alertam para aumento de bandeiras tarifárias, com risco de patamar 2 a partir de abril. ⚠️ Aumento de R$ 1,885/100 kWh na bandeira amarela e custos adicionais de R$ 4,463/100 kWh (Patamar 1) e R$ 7,877/100 kWh (Patamar 2) podem impactar o bolso do consumidor. ⚡️

07/02/2026 11:18

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(Imagem de reprodução da internet).

El Niño e o Impacto nas Bandeiras Tarifárias em 2026

A possibilidade de ocorrência de El Niño no segundo semestre de 2026, com seu potencial para elevar as temperaturas e reduzir as chuvas no Norte e Nordeste do Brasil, aumenta a chance de o país enfrentar períodos com bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano.

Especialistas já alertavam, desde o final de 2025, que 2026 poderia ter mais meses com a bandeira vermelha em comparação com 2025, devido à menor volumosidade das chuvas nos meses de outubro a março, em relação à média histórica.

Atualmente, o país está sob a bandeira tarifária verde, sem cobranças adicionais na conta de luz. Essa situação é comum nesta época do ano, quando as chuvas contribuem para o enchimento dos reservatórios das hidrelétricas, e a metodologia de aplicação das bandeiras tarifárias só é acionada quando há um risco hidrológico elevado e o preço da energia de curto prazo (PLD) está em patamares altos.

A situação pode mudar a partir de abril, quando o período chuvoso termina e a possibilidade de acionar bandeiras com déficits hídricos e preços mais elevados se torna mais provável. A expectativa é que a bandeira possa passar para a cor amarela, com um custo adicional de R$ 1,885 por cada 100 quilowatts consumidos.

Matheus Machado, especialista em inteligência de mercado da Grupo Bolt, acredita que a bandeira amarela pode ser acionada já em abril, mas ressalta que a confirmação ficará mais clara na segunda metade de fevereiro, com a chegada das chuvas esperadas e a atualização dos mapas meteorológicos para o próximo mês.

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Ele destaca que, após fevereiro, será difícil reverter a tendência de armazenamento de água nas hidrelétricas e de aumento do preço da energia durante o período seco.

Machado enfatiza a perspectiva de maior frequência de bandeiras vermelhas em 2026: a Patamar 1 tem um custo adicional de R$ 4,463 por cada 100 KWh consumidos, enquanto a Patamar 2 custa R$ 7,877 por cada 100 KWh. Ele questiona a duração da bandeira tarifária vermelha e quando a primeira poderá ser amarela.

A Ampere Consultoria prevê que a bandeira tarifária permaneça verde até abril, uma previsão melhorada em relação às anteriores, devido à leve melhora nas previsões de chuvas para os últimos meses do período úmido. No entanto, Guilherme Ramalho de Oliveira, sócio consultor da empresa, alerta que a cobrança adicional ainda pode ocorrer, pois cenários mais conservadores apontam para a bandeira amarela em abril.

Fred Menezes, diretor de Comercialização da Armor Energia, prevê bandeira amarela em maio, escalando para a bandeira vermelha a partir de junho, com a perspectiva de retornar à bandeira amarela apenas em novembro ou dezembro. Ele acredita que o El Niño pode dificultar o retorno à bandeira verde nos últimos meses do ano.

Vinícius David, especialista em Estudos de Mercado da Envol, também considera maior a chance de bandeira amarela a partir de maio, com a bandeira vermelha apenas em julho, e a possibilidade de a bandeira vermelha 2 se estender ao longo do período seco até setembro.

A consultoria aponta que a bandeira amarela ou verde só poderá ser mantida nos últimos dois meses do ano.

David lembra que o El Niño não tem efeito direto previsível nas chuvas nas áreas de influência dos reservatórios das principais hidrelétricas do país. No entanto, ele destaca que o fenômeno pode causar um aumento das temperaturas, o que leva a um maior consumo de energia, pressionando os preços para cima.

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