Engie Brasil: UBS Eleva Preço-Alvo, Mas Mantém Recomendação de Venda Cautelar

UBS Aumenta Preço-Alvo da Engie Brasil Apesar de Recomendação de Venda
O banco UBS elevou o preço-alvo da ação da Engie Brasil de R$ 27 para R$ 30, impulsionado por uma revisão positiva nas expectativas de preços da energia. Apesar dessa mudança, a recomendação de venda permanece, considerando que a avaliação da companhia ainda não é tão atraente, mesmo com a qualidade da sua operação.
Em dados divulgados por volta das 11h01 (horário de Brasília) desta segunda-feira (4), as ações da empresa elétrica apresentavam um aumento de 1,33%, atingindo R$ 35,78. A análise do UBS destaca que a Engie está se adaptando para um modelo de receita mais estável e seguro, com foco em transmissão e nos leilões de capacidade de reserva (LRCAP), após avanços em seus projetos de geração de energia.
Desafios e Investimentos Futuros
No entanto, o banco aponta que o aumento nos investimentos em capital (capex) no curto e médio prazo, juntamente com compromissos financeiros como o desembolso de R$ 2,3 bilhões relacionado à repactuação de obrigações da UBP (Uso do Bem Público), podem impactar os dividendos e a alavancagem da empresa.
A equipe do UBS pondera sobre a discussão em torno da i, atualmente controlada pelo acionista majoritário, e a possível estrutura de um pagamento em ações, considerando o impacto na alavancagem caso a aquisição fosse financiada em dinheiro.
Análise da Engie e Projeções
A Engie Brasil tem discutido há anos a incorporação da participação de sua controladora em Jirau. Em 2025, a empresa aprovou em seu conselho de administração o início das análises para seguir com esse processo. A Bloomberg reporta que a companhia ainda está avaliando a possibilidade de uma oferta subsequente de ações (follow-on) de até R$ 10 bilhões, com o objetivo de financiar a operação.
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O UBS BB mantém a avaliação de que o valuation da Engie permanece sob pressão, com o preço-alvo de R$ 30 baseado em um múltiplo de 7,7 vezes EV/EBITDA para 2027, com uma taxa interna de retorno (TIR) estimada em 6,5%, inferior à média de cobertura de 9%.
Autor(a):
Redação
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