Fed Decide sobre Juros, Mercados em Espera e Nova Doutrina Monroe!
Mercado Global aguarda decisão do Fed, com expectativa de corte de juros. Paramount faz oferta hostil à Warner Bros. Discovery, apoiada por investidores próximos a Trump. Incertezas no Brasil com a candidatura de Flávio Bolsonaro e apoio de Tarcísio de Freitas. Perspectivas econômicas internacionais incluem retomada no Japão e nova Doutrina Monroe dos EUA
Mercado Global em Modo de Espera à Decisão do Fed
Os mercados globais operam em um estado de cautela, aguardando a decisão do Federal Reserve (Fed) sobre a política monetária. As probabilidades apontam para um corte de 25 pontos-base nas taxas de juros ainda nesta semana, com uma probabilidade próxima de 90%.
Essa expectativa tem gerado um ambiente de cautela, com investidores acompanhando de perto os indicadores do mercado de trabalho dos Estados Unidos, especialmente o, que influencia as expectativas sobre a saúde do emprego. Os futuros de Wall Street apresentaram uma leve alta após a correção recente, impulsionada também pelo forte desempenho do setor de semicondutores, devido à autorização do governo americano para exportar chips H200 da Nvidia para a China, mediante a cobrança de uma tarifa de 25% – uma medida que, embora tenha animado o setor, reacendeu críticas sobre segurança nacional.
Paramount e a Warner Bros. Discovery
A semana começou com um movimento corporativo significativo: a Paramount apresentou uma oferta hostil pela Warner Bros. Discovery, apoiada por investidores próximos a Donald Trump e fundos do Oriente Médio, em uma tentativa de inviabilizar o acordo da Netflix.
Essa ação intensifica a disputa no setor de mídia e entretenimento.
Cenário Econômico no Brasil
No Brasil, o Ibovespa esboçou uma leve recuperação após a queda superior a 4% na semana anterior, voltando à região dos 158 mil pontos. O principal foco de atenção permanece a indefinição da candidatura da oposição para 2026, com uma rejeição expressiva à possível candidatura de Flávio Bolsonaro, capturada tanto pelas pesquisas com a sociedade quanto pela leitura dos agentes de mercado e pelos sinais emitidos pelo Centrão.
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A tentativa frustrada de Flávio de articular uma reunião com lideranças do grupo evidenciou ainda mais o isolamento político, com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, mantendo sua lealdade a Bolsonaro, mas sinalizando apoio a outros nomes da oposição, como Ratinho Jr. – considerado o favorito pelos investidores –, enquanto o ambiente permanece altamente instável, com os ativos reagindo de forma sensível às declarações de Flávio sobre sua própria pré-candidatura, que pode ser interpretada como um blefe ou um balão de ensaio.
A persistência desse cenário de incerteza impacta diretamente o mercado financeiro brasileiro.
Perspectivas Econômicas Internacionais
A economia japonesa caminha para uma retomada de crescimento moderado em 2026, com o consumo doméstico assumindo um papel central na sustentação da atividade, à medida que os impactos do choque tarifário dos Estados Unidos tendem a se dissipar ao longo do primeiro semestre do ano.
A escassez estrutural de mão de obra continua sendo um fator de pressão sobre os salários, favorecendo um ciclo de reajustes reais positivos, enquanto a inflação deve gradualmente convergir para patamares próximos de 2% até meados de 2026. A primeira-ministra Sanae Takaichi enfrentará o desafio de coordenar uma política fiscal mais ativa com a crescente pressão exercida pelos juros dos títulos públicos, em um contexto de déficit primário que se aproxima de 2%.
Iniciativas Nucleares e a Nova Doutrina Monroe
A autorização para o reinício de dois reatores da usina nuclear de Kashiwazaki Kariwa, no Japão, representa um marco simbólico e estratégico desde o desastre de Fukushima, sinalizando uma reabilitação gradual da energia nuclear como um pilar da transição energética e da agenda de descarbonização.
Nos Estados Unidos, decretos executivos destinados a destravar a expansão do setor nuclear provocaram uma reação expressiva nas ações ligadas à indústria, especialmente entre os fabricantes de reatores. A autorização para a nova Doutrina Monroe por parte de Donald Trump representa um reposicionamento da política externa dos EUA, com foco na América Latina, e um alinhamento com a necessidade de segurança energética global.
Transformação Industrial e a Nova Doutrina Monroe
A mudança na política externa dos EUA, formalizada pela nova Doutrina Monroe, representa um ponto de inflexão na geopolítica global, com potenciais impactos sobre alianças históricas, a dinâmica da guerra no leste europeu e o equilíbrio de poder internacional.
Essa nova estratégia, combinada com a expansão da energia nuclear, marca uma transformação industrial, com empresas de tecnologia se assemelhando a empresas de utilidades, devido à crescente demanda por data centers e infraestrutura de inteligência artificial.
Autor(a):
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