Federal Reserve avalia corte de juros de 25 pontos em dezembro – Análise
Federal Reserve avalia corte de juros de 25 pontos em dezembro! Mercado americano se recupera com otimismo e fala de John Williams e Mary Daly.
Em meio à semana do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, membros do Federal Reserve expressaram viabilidade para um corte de juros de 25 pontos-base na próxima reunião de política monetária, prevista para dezembro. O mercado americano demonstra recuperação após um período de incerteza econômica, influenciado por indicadores recentes.
O fim da paralisação econômica trouxe dados mais favoráveis a uma possível redução das taxas de juros. Além disso, as declarações de alguns dirigentes do Fed contribuíram para animar as bolsas norte-americanas. Representantes do Fed de Nova York e de São Francisco – John Williams e Mary Daly – iniciaram essa perspectiva otimista, reforçada pelas falas de Christopher Waller.
O mercado agora atribui uma probabilidade superior a 80% à redução das taxas de juros, conforme avalia o analista de macroeconomia Matheus Spiess da Empiricus Research. “Esse reposicionamento, somado a indicadores econômicos mais fracos, como o emprego, vendas no varejo e confiança do consumidor, elevou as apostas para mais de 85% de que o Fed promoverá um corte em dezembro”, escreveu em sua coluna semanal para o portal Seu Dinheiro.
No Brasil, o Ibovespa, sensível aos movimentos dos juros americanos, refletiu o ânimo do mercado, assim como as bolsas europeias e asiáticas. O analista Matheus Spiess destaca a importância de se observar o mercado de trabalho.
Apesar de esperar um corte em dezembro, o analista aponta que o cenário para 2026 é complexo. “Seja como for, entendo que a bagunça dos dados econômicos mais recentes provavelmente não será suficiente para alterar a visão do Fed antes da reunião de dezembro”, comenta.
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Para 2025, a mudança no comando do Federal Reserve “pode significar uma guinada moderadamente mais ”, segundo Spiess, desde que o novo presidente mantenha o arcabouço técnico da instituição. O analista salienta que “qualquer politização seria desastrosa”, como o próprio Fed reconhece ao lembrar os erros que aceleraram a inflação nos anos 1970.
O analista também aponta que o mercado de trabalho mais fraco pode abrir espaço para mais cortes responsáveis ao longo do próximo ano.
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