Fundos de Hedge Recusaram Investimentos em Mercados Emergentes com Crescimento Explosivo

Fundos de hedge recusam investidores em mercados emergentes! 🚀 Dois gigantes, Shiprock e Broad Reach, atingiram o limite de ativos e fecham portas. Saiba mais!

02/06/2026 17:10

4 min

Fundos de Hedge Recusaram Investimentos em Mercados Emergentes com Crescimento Explosivo
(Imagem de reprodução da internet).

Fundos de Hedge Recusam Investidores em Meio a Fluxo de Capital em Mercados Emergentes

O aumento do capital disponível para investimentos em mercados emergentes está levando dois fundos de hedge especializados em dívidas de difícil acesso a recusarem novos investidores. A Shiprock Capital Management Ltd., que investe em dívidas estressadas de países como Venezuela, Argentina e Ucrânia, e que já gerencia mais de US$ 1 bilhão em ativos, decidiu não aceitar novos recursos após atingir esse marco.

Da mesma forma, a Broad Reach Investment Management, com um patrimônio sob gestão de US$ 3 bilhões, planeja fechar seu principal fundo assim que atingir o limite de ativos estabelecido para este ano.

Desafios do Capital Ilimitado

Ambos os fundos estão colhendo os frutos de um crescimento rápido, mas essa abundância de capital apresenta desafios. A alocação de recursos em mercados menores se torna mais complexa quando há uma disputa acirrada por ativos, dificultando a capacidade dos fundos de se adaptarem rapidamente e de desfazerem posições grandes, conforme ressalta Frederick Schroder, presidente-executivo da Shiprock Capital. “Capital infinito não é seu amigo nesse espaço”, afirma.

Fluxos de Capital e Retornos

Em um cenário de altos rendimentos em títulos nos EUA, Reino Unido e Japão, os fundos de dívida de mercados emergentes estão atraindo investidores em busca de alternativas. Dados do Bank of America, citando dados da EPFR Global, mostram que a dívida de países em desenvolvimento registrou sua sétima semana consecutiva de entradas, com US$ 3,1 bilhões investidos até 27 de maio de 2026.

A Sandglass Capital Management Ltd., outra especialista em dívida estressada de mercados emergentes, também está sendo mais seletiva após aumentar seus ativos sob gestão para US$ 1 bilhão, um aumento significativo em relação aos US$ 600 milhões de um ano antes.

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Estratégias de Nichos

Evgueni Konovalenko, managing partner e head de estratégia e desenvolvimento de negócios na ProMeritum Investment Management, destaca a importância de estratégias de nicho. Ele cita um investimento em Uganda que representou 3% do portfólio da empresa, gerenciando um fundo de US$ 1,1 bilhão. “Mercados pequenos e de nicho como Uganda simplesmente não têm profundidade para absorver alocações de capital maiores.

Então escolhemos agir com prudência”, explica.

Desempenho e Ativos

Essa flexibilidade permitiu que os hedge funds obtivessem um retorno médio de 33% em suas estratégias de títulos de mercados emergentes desde o início de 2024, quando o rali começou, segundo o índice de fundos de títulos da Bloomberg. Em comparação, os índices de títulos de emergentes em moeda forte e em moeda local ganharam 19% e 11% no mesmo período.

Dados da HFR indicam que os hedge funds em mercados emergentes tiveram seu maior ano de entradas líquidas em mais de uma década em 2025, com cerca de US$ 1,67 bilhão em novos investimentos nos primeiros três meses do ano. A ProMeritum nunca registrou uma perda anual desde sua criação em 2015, enquanto a Sandglass entregou 318% de retorno desde 2013, superando em mais de quatro vezes o índice de fundos de dívida de EM da Bloomberg.

A Shiprock, formada em 2023, já retornou mais do que o dobro do índice.

Novas Fontes de Capital

Além dos fluxos de capital existentes, os fundos estão buscando novas fontes em dívida alternativa fora dos mercados públicos de títulos. A Shiprock lançou um fundo com mais de US$ 100 milhões para focar em “situações especiais” no mercado secundário de empréstimos, enquanto a Sandglass iniciou uma terceira estratégia, em formato de crédito privado, com prazo de cinco anos e tamanho-alvo de US$ 250 milhões.

Michelle Kelner, cofundadora da Sandglass Capital, ressalta a atratividade da classe de ativo, mencionando que “sempre tem alguém entrando em apuros e os mercados emergentes tipicamente negociam com um prêmio de risco excessivo”.

O cenário atual sugere que a busca por retornos em mercados emergentes continua, mas com uma abordagem mais cautelosa e seletiva por parte dos fundos de hedge, reconhecendo os desafios impostos pela crescente demanda por capital.

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