Na segunda-feira (30), três empresas se enfrentam em um leilão para repactuar a concessão do aeroporto do Galeão, o terceiro mais movimentado do Brasil, ficando atrás de Guarulhos e Congonhas, ambos em São Paulo. A disputa envolve a atual administração, RIOGaleão, a espanhola Aena e a suíça Zurich, que apresentaram propostas para o terminal.
Consórcio RIOGaleão e Parceiros Internacionais
O consórcio RIOGaleão é composto pela gestora brasileira Vinci Compass e pela Changi, a operadora de Singapura. Os lances serão abertos na tarde de segunda-feira, na B3, a Bolsa de Valores brasileira, em São Paulo. O lance mínimo é de R$ 932 milhões, que deverá ser pago à vista pelo vencedor.
Expectativas e Reequilíbrio Econômico
Analistas preveem uma disputa acirrada entre as três empresas, com a possibilidade de lances viva-voz. O governo espera arrecadar R$ 1,5 bilhão com a nova concessão, buscando reequilibrar economicamente o contrato original, após um acordo homologado pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Novidades no Contrato de Concessão
O novo contrato traz mudanças importantes, como a substituição dos pagamentos fixos de outorga por uma contribuição variável de 20% sobre o faturamento bruto, o que alivia o caixa da concessionária vencedora. Além disso, foi eliminada a obrigação de construir uma nova pista, que exigiria investimentos pesados, adequando a operação à demanda atual.
Potencial de Crescimento e Estabilidade
O Galeão bateu recorde de passageiros no ano passado, com 17,5 milhões de pessoas transportadas, mas seu potencial é de mais de 30 milhões de passageiros por ano. A confirmação da companhia aérea Gol como ‘hub’ internacional no terminal carioca, com voos para Nova York, Paris, Lisboa e Orlando, a partir do segundo semestre, é um novo impulso para o aumento do movimento.
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Histórico e Perspectivas Futuras
O leilão do Galeão foi inicialmente realizado em 2013, em um período de otimismo com o turismo no Rio de Janeiro, antes das Copas do Mundo e Olimpíadas de 2014 e 2016. A crise econômica que se seguiu dificultou a operação. Após a pandemia, o setor aéreo se recupera, e o Galeão se consolida como o terceiro aeroporto mais movimentado do país, com a garantia de estabilidade jurídica para a nova administração.
