Geração Z enfrenta desafios na corrida pela IA e futuro do trabalho

A corrida pela Inteligência Artificial e o futuro da geração ZA intensifica-se, remodelando o cenário tecnológico e global. Segundo Fernando Fenolio, economista-chefe da WHG, o foco reside na consolidação de modelos de IA dominantes. Andrew Reider, sócio da WHG Long Biased, compara a situação à ascensão do rádio e jornal, onde o controle da comunicação determinava o poder. A interação com plataformas de IA, como reservas de hotéis e compras, gerará taxas, transformando-se no novo “topo do funil”. A adoção da IA redefine setores inteiros, com custos de agentes de IA menores que os de trabalhadores humanos, incentivando a tecnologia

03/12/2025 19:34

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(Imagem de reprodução da internet).

A Corrida pela Inteligência Artificial e o Futuro da Geração Z

A intensa competição no desenvolvimento de modelos de inteligência artificial (IA) está remodelando não apenas o cenário tecnológico, mas também a dinâmica global do consumo e do mercado de trabalho, impactando significativamente a geração Z, nascida entre 1997 e 2012.

Essa nova geração se encontra em um momento crucial, diante de transformações que moldarão suas oportunidades e desafios.

O Domínio da IA: Um Novo “Topo do Funil”

Segundo Fernando Fenolio, economista-chefe da WHG, o ponto central não reside na rapidez com que as plataformas de IA gerarão receita, mas sim em qual modelo se consolidará como dominante no mercado. “Minha preocupação é zero com isso, pois acredito que o modelo de IA vencedor será o ativo mais importante”, declarou.

Essa perspectiva reflete a magnitude da mudança que a IA representa, comparável à ascensão do rádio e do jornal no século XX.

Impacto no Consumo e Interação

Andrew Reider, sócio e gestor do fundo WHG Long Biased, estabeleceu um paralelo histórico: “Há cem anos, rádio e jornal eram os meios; depois veio a televisão, e o poder mudou para quem controlava a comunicação. Hoje, a IA pode ser o novo topo do funil”. Reider enfatiza que, à medida que os modelos de IA se tornam centrais no consumo, qualquer empresa precisará interagir com essas plataformas para alcançar seus clientes. A interação com a IA pode incluir desde a reserva de hotéis até a compra de passagens, com a plataforma cobrando uma taxa por esses serviços.

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IA e o Mercado de Trabalho: Um Cenário em Transformação

A adoção da IA redefine setores inteiros. “Você vai conversar com o seu modelo de IA para reservar um hotel, comprar uma passagem, e ele vai precisar ganhar algum pedágio sobre isso. Para mim, monetização é a parte mais simples; mais difícil é vencer a corrida”, disse Reider, destacando que gigantes como Microsoft (MSFT), Google/Alphabet (GOOGL) e OpenAI já enxergam essa corrida como existencial.

Fenolio complementa: “O maior risco que CEOs estão vendo é não investir o suficiente em IA.”

Impactos no Emprego e Produtividade

No programa Stock Pickers, apresentado por Lucas Collazo, os especialistas discutiram os impactos da IA no mercado de trabalho e na economia global. Fenolio chamou atenção para a substituição de trabalhadores por agentes de IA e robôs, ainda incipiente, mas com custos dramáticos. “Nos Estados Unidos, empregos de entrada custam, na média, US$ 36 mil por ano.

Um agente de IA custa US$ 200 por mês, trabalhando 24 horas por dia. Mesmo que o OpenAI cobre US$ 1 mil por mês, o custo por hora é US$ 1,89, contra 17 dólares de uma pessoa normal”, comparou. Segundo ele, essa diferença cria um incentivo poderoso para adoção de tecnologia, especialmente em setores que demandam trabalho cognitivo.

O Futuro da Produtividade e a Aceitação Social

Reider observa que a transformação deve se expandir para o trabalho físico. “Mais para frente, a parte robótica vai entrar com mais força. A grande evolução será quando o robô tiver IA e conseguir agir de forma pensativa, construindo produtos sem intervenção humana.” Para ele, a implementação dependerá da aceitação social. “Você só tem ganho de produtividade se a sociedade aceitar ter essas novas tecnologias”, afirmou.

IA e a Política: Desafios Intergeracionais

A IA também deve impactar a política. Fenolio ressaltou que o descontentamento da geração Z em relação à economia reflete o aumento do custo de vida e a dificuldade de acesso a bens e serviços. “Muitos jovens saem da universidade e não encontram emprego, o preço de energia e comida sobe, a habitação é cara.

O American Dream está sendo questionado”, disse. Reider acrescentou que essa tensão gerará pressões políticas e legislativas.

Distribuição de Riqueza e Impostos

Além disso, Fenolio chamou atenção para a distribuição de riqueza e impostos nos Estados Unidos. “Pessoas acima de 55 anos detêm 70% da riqueza financeira americana e consomem cerca de 70% da arrecadação de impostos. O jovem diz: ‘Esse político não me representa’”, afirmou, reforçando o impacto intergeracional do mercado de trabalho e da tecnologia.

Conclusão

A transformação tecnológica, portanto, coloca a geração Z no centro de uma discussão sobre eficiência, emprego e desigualdade, mostrando que a corrida pela IA vai muito além da tecnologia e toca diretamente o futuro econômico e político da nova geração.

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