Gestoras de Fundos Acreditam em Arrefecimento da Inflação e Foco em Ativos Internos
Um levantamento realizado com cerca de 30 gestoras de fundos multimercados, que administram um patrimônio líquido superior a R$ 160 bilhões, revela uma mudança significativa na percepção sobre a inflação no Brasil. Após meses de alta, os indicadores mostram sinais de arrefecimento, o que tem influenciado as decisões de investimento.
Apesar desse otimismo em relação à inflação, a preocupação com a situação fiscal do país continua sendo um fator relevante.
Preferências na Bolsa Brasileira e Americana
A pesquisa, elaborada pela Empiricus Research, também investigou as preferências dos gestores em relação aos mercados acionários brasileiro e americano, além de investimentos em commodities metálicas. No Brasil, o destaque do mês foi o aumento das posições compradas em reais em relação ao dólar, impulsionado principalmente pelo atrativo da moeda nacional.
Foco em Ativos de Tecnologia nos EUA
Em relação à bolsa americana, a pesquisa se concentrou na pergunta: “Se você pudesse escolher apenas uma das dez maiores ações americanas para 2026, qual seria?”. A resposta predominante foi o investimento em empresas do setor de tecnologia e inteligência artificial.
Alphabet (GOGL34) e Nvidia (NVDC34) lideraram as preferências, com 24% das vozes cada, mesmo após um desempenho recente robusto. Amazon (AMZO34) ocupou a terceira posição (12%), enquanto Microsoft (MSFT34) ficou em quarto lugar (8%).
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Ouro vs. Prata: A Escolha dos Gestores
Ao serem questionadas sobre a preferência entre ouro e prata, a maioria dos gestores optou pelo ouro. Em termos de posicionamento direcional de compra, ou seja, “apostando” na alta do ativo, o ouro recebeu 32% das indicações. “Essa escolha reforça o papel do ouro como um porto seguro em um cenário ainda marcado por incertezas macroeconômicas e tensões geopolíticas”, comenta o analista.
Estratégias Relativas e Posicionamento no Ouro
A pesquisa também apontou que as estratégias relativas, que envolvem a comparação do desempenho de um ativo em relação a outro, e as posições em prata, tiveram um peso menor nas decisões dos gestores. Isso sugere uma concentração maior no ouro como estratégia de investimento em tempos de incerteza.
