Ibovespa dispara com Trump, eleições e expectativa de corte na Selic
Ibovespa sobe quase 8% na semana, impulsionado por fatores externos e eleições. Analistas preveem corte na Selic em março.
Ibovespa Continua em Ascensão, Impulsionado por Fatores Internacionais e Eleições
O índice Ibovespa apresentou um desempenho positivo, registrando um “rally” que persiste até o início da tarde desta sexta-feira (23). Com negociações acima de 177 mil pontos, o índice acumulou uma alta de quase 8% nesta semana, complementando uma performance robusta em 2025, que culminou em um aumento acumulado de 34%.
Esse movimento ascendente do principal indicador do mercado brasileiro é resultado de uma combinação de fatores, tanto externos quanto internos.
Matheus Spiess, analista de macroeconomia da Empiricus Research, destacou dois elementos principais que contribuíram para o otimismo no mercado. Um deles é o fluxo de capital estrangeiro, que se beneficia da diversificação internacional e das tensões recentes entre Estados Unidos e União Europeia.
A sinalização de Donald Trump, durante sua participação no Fórum Econômico Mundial em Davos, de que estava disposto a fechar um acordo com a OTAN pelo território da Groenlândia, aliviou temporariamente as tensões transatlânticas.
Fatores Externos
Spiess ressaltou que, apesar da percepção de que as relações entre os Estados Unidos e seus aliados europeus são mais profundas e duradouras, a sinalização de Trump foi suficiente para impulsionar os mercados. Ele também mencionou que investidores estão retirando parte de seus portfólios dos EUA, devido à volatilidade política associada a Trump, e direcionando seus recursos para mercados emergentes, como o Brasil.
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Ciclo Eleitoral Brasileiro
O segundo motivo atribuído pelo analista para o rali da semana é a antecipação do ciclo eleitoral brasileiro. A divulgação de uma pesquisa Atlas Intel, que mostrou cenários de desempenho positivo para a candidatura de Flávio Bolsonaro, gerou um impacto no mercado.
Apesar de ser visto como menos competitivo em um eventual segundo turno, os números indicam um começo de campanha mais forte do que o esperado. Essa perspectiva de uma alternativa minimamente mais reformista contribuiu para o aumento das ações e a queda dos juros futuros.
Projeções e Perspectivas
A expectativa de cortes na taxa básica de juros (Selic), amplamente esperada pelo mercado, deve começar na reunião do Copom nos dias 17 e 18 de março, com uma redução inicial de 0,25 ponto percentual, segundo projeções da Empiricus. O cenário segue construtivo, com a possibilidade de um rali adicional impulsionado por cortes de juros e pela antecipação do ciclo eleitoral.
Apesar do otimismo, Spiess alerta que uma correção não é descartada, especialmente após movimentos tão intensos. No entanto, ele acredita que o cenário segue promissor, com a manutenção de um ambiente externo favorável, a rotação global de recursos em direção a mercados considerados baratos e a perspectiva de cortes de juros.
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