Ibovespa em Queda Dramática: Trump Reage com Tarifa Global e Incertezas no Mundo!

Ibovespa em queda acentuada! Mercado global segue negativo e Trump reage com tarifa global. Saiba mais!

23/02/2026 19:04

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(Imagem de reprodução da internet).

Mercados Globais em Tom Negativo e Ibovespa em Queda

A segunda-feira, 23 de junho de 2026, apresentou um cenário predominantemente negativo para os mercados financeiros em escala global. No Brasil, o Ibovespa refletiu esse mau humor, encerrando o pregão com uma queda de -0,88%, situando-se aos 188.853 mil pontos.

Apesar de alguns poucos destaques positivos, o índice não conseguiu se sustentar em território positivo, em grande parte devido ao desempenho fraco do setor bancário. O Santander (SANB11) liderou as perdas com uma queda de -5,6%, puxando consigo outros bancos como Itaú (ITUB4) (-3,6%), BTG Pactual (BPAC11) (-2,5%), Bradesco (BBDC4) (-2,4%) e Banco do Brasil (BBAS3) (-0,1%).

O mercado de câmbio também acompanhou a tendência de baixa, com o dólar fechando a R$ 5,16, uma variação diária de -0,14%. Paralelamente, a criptomoeda Bitcoin registrou uma queda de -4,2%, atingindo a casa dos US$ 64 mil.

Segundo o analista Matheus Spiess, da Empiricus, a cautela que marcou o início do dia se refletiu na busca por ativos considerados mais seguros, como o ouro (que subiu mais de 2% no pregão), o franco suíço e o iene. Essa postura reflete a crescente incerteza em relação à política comercial dos Estados Unidos, após a Suprema Corte anular as tarifas impostas por Donald Trump e limitar o uso de poderes de emergência para fins comerciais, o que pode gerar uma longa disputa sobre reembolsos às empresas.

Em resposta, o ex-presidente Donald Trump anunciou uma tarifa global temporária de 10%, posteriormente elevada a 15%, o que “reacendeu o risco de nova escalada tarifária e lançou dúvidas sobre acordos previamente negociados”, conforme destacou Spiess.

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No âmbito geopolítico, o analista também mencionou a melhora na flexibilidade do Irã nas negociações nucleares como um fator de alívio, embora ressaltasse que o cenário permanece sensível a novas declarações e movimentos estratégicos.

No Brasil, o Relatório Focus trouxe um leve otimismo, mas não foi suficiente para impulsionar o Ibovespa. Os economistas reduziram a previsão para 2026 do índice oficial de inflação do Brasil, o IPCA, de 3,95% para 3,91%, e a projeção para o PIB saiu de 1,80% para 1,82%.

A expectativa para a Selic terminal também foi revisada para baixo, de 12,25% para 12,13%, indicando o fim de um ciclo de cortes de juros de 287 pontos-base. A previsão para o valor do dólar no final do ano também foi revisada para baixo, de R$ 5,50 para R$ 5,45.

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