Itaú BBA Aposta em Bradsaúde: Ação Pode Valorizar 30% em 2026

Bradsaúde: Itaú BBA Aumenta Recomendação e Projeta Valorização
O banco de investimentos Itaú BBA elevou sua recomendação para a ação da Bradsaúde (SAUD3), que será iniciada na próxima terça-feira, com uma recomendação de compra. A instituição estabeleceu um preço-alvo de R$ 19,00 para a ação no final de 2026, indicando um potencial de valorização de 30% em relação aos níveis atuais da Odontoprev.
Essa projeção se baseia em uma trajetória sólida de expansão da participação de mercado da empresa e no amadurecimento dos investimentos em hospitais.
A análise do Itaú BBA destaca que a Bradsaúde superou desafios relacionados à sustentabilidade de sua lucratividade e à eficácia da parceria com a Atlântica D’Or. Além disso, o relatório aponta que a empresa retomou o crescimento de novos pacientes desde 2025, impulsionada por uma estratégia que combina preços acessíveis com opções de coparticipação e planos premium.
Segundo o banco, a Bradsaúde compete tanto no segmento de menor custo quanto no de maior valor, em vez de se concentrar em um único nicho de mercado.
Expansão Regional e Novos Hospitais
A Bradsaúde apresenta ganhos de participação de mercado em cinco grandes cidades metropolitanas: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte e Brasília. A empresa expande sua atuação de forma consistente, com pontos de inflexão onde passou a operar hospitais próprios ou a ter participações em unidades de saúde.
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Essa estratégia permite que a empresa atenda a diferentes faixas de renda, aumentando sua penetração no mercado.
Análise Técnica e Perspectivas
A análise técnica do Itaú BBA confirma que a trajetória da participação da companhia aponta para cima após o credenciamento de unidades da Atlântica D’Or. Em Guarulhos e Campinas, a penetração da empresa subiu 0,7% e 0,3% respectivamente, desde o lançamento ou aquisição de participações.
O cenário para o estado de São Paulo é considerado particularmente favorável, com o lançamento dos hospitais Einstein Vila Mariana e Mater Dei Santana, além de oportunidades em cidades como Taubaté e Ribeirão Preto, que devem sustentar o crescimento da empresa a longo prazo.
Lucratividade e Fluxo de Caixa
O Itaú BBA define a operação de seguros da Bradsaúde como estruturalmente forte. O lucro operacional da empresa aumentou de um prejuízo de R$ 11 bilhões em 2022 para um lucro de R$ 10 bilhões em 2025. O ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) da operação de seguros recuperou-se para 38%, um nível superior ao período pré-pandemia.
Para manter essa rentabilidade, a empresa precisa continuar implementando medidas de eficiência operacional, como um controle mais rigoroso de fraudes, um mix de produtos com coparticipação e ferramentas de normalização da MLR (Taxa de Sinistralidade).
Apesar de uma melhora estrutural, o relatório aponta uma desaceleração no ritmo de crescimento dos lucros no curto prazo, devido ao fim de reajustes agressivos de preços e a uma dinâmica de provisões para sinistros menos favorável do que em 2025.
Projeções e Avaliação
A geração de caixa permanece robusta, sustentada pela distribuição de JCP (Juros sobre Capital Próprio) e pela maturação dos lucros da Atlântica D’Or, Odontoprev e Fleury. O banco espera que um FCF (Fluxo de Caixa Livre) forte e a maturação dos lucros da Atlântica D’Or compensem os ventos contrários, sustentando um crescimento de 10% no lucro de 2027.
Segundo o relatório, os analistas utilizam uma metodologia que leva em consideração a diversificação do negócio entre seguros e hospitais. Para a vertical de seguros, o banco aplicou o DDM (Modelo de Desconto de Dividendos), resultando em um valor de patrimônio líquido de R$ 46,6 bilhões.
Para o segmento hospitalar, o cálculo baseou-se em um DCF (Fluxo de Caixa Descontado) independente para a Atlântica D’Or. As projeções indicam que a Atlântica D’Or deve entregar um lucro líquido de R$ 413 milhões em 2026 e R$ 552 milhões em 2027.
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