JPMorgan Inclui WEG em Lista de Atenção por Catalisadores Negativos
O JPMorgan adicionou as ações da WEG à sua lista de “Negative Catalyst Watch” nesta quarta-feira, dia 15. Essa inclusão reflete a visão dos analistas de que o mercado está precificando antecipadamente uma recuperação que só deve se consolidar em 2027.
Para a instituição, mesmo após uma recente valorização das ações, o papel apresenta um perfil de risco assimétrico. Isso é evidenciado por um valuation atual de 32 vezes o Preço/Lucro (P/L) e 22 vezes o Valor Empresarial/Ebitda para 2026, segundo o relatório.
Perspectivas Cautelosas para o Curto Prazo
Os analistas apontam que, apesar do otimismo recente, há fundamentos para uma abordagem mais cautelosa em relação às métricas operacionais da empresa. Eles preveem um primeiro trimestre com crescimento de receita sem grande destaque.
Dados de Exportação e Impacto Cambial
Os dados preliminares da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) já sinalizam uma contração de 6% nas exportações da WEG no primeiro trimestre. Adicionalmente, a valorização de 8% do Real no acumulado do ano projeta um impacto negativo no Ebitda anual.
O relatório estima que o potencial de queda na receita e no Ebitda pode variar entre -4% e -6%, considerando o câmbio atual de R$ 4,99 sobre o dólar.
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Valuation e Dependência do Mercado Externo
O banco também ressalta que o P/L está 15% acima da média histórica, indicando que o mercado já está descontando a recuperação que deve vir principalmente em 2027, quando a nova capacidade de transformadores começar a impactar os resultados.
O relatório aponta que a WEG não é vista como um veículo ideal para aproveitar uma potencial recuperação econômica brasileira, visto que cerca de 60% de sua receita é gerada fora do país.
Visão Geral e Desafios Operacionais
O material detalha que os argumentos sobre a WEG dividem a comunidade de investidores. Enquanto alguns destacam a alta qualidade da empresa, beneficiada pela eletrificação e pelo mercado de armazenamento de energia em baterias (BESS), o JPMorgan é mais cético.
A instituição conclui que, apesar de possíveis surpresas positivas nas margens no primeiro trimestre de 2026, o histórico recente é desfavorável, com quedas em cinco das últimas seis divulgações de resultados. Além disso, a ausência de dívidas faz com que a queda da Selic não gere uma redução relevante nas despesas financeiras.
