Apesar das previsões de cortes na Taxa Selic, que podem chegar a 200 a 300 pontos-base, a analista de renda fixa da Empiricus Research, Lais Costa, não acredita que isso represente um declínio tão significativo para os investimentos em renda fixa.
Ela destaca a relação risco-retorno, especialmente para títulos indexados à inflação, que continuam atraentes para o investidor.
Riscos e Atração na Renda Fixa
Lais Costa enfatiza que os riscos associados aos títulos de renda fixa permanecem baixos em comparação com outros ativos, como os da bolsa brasileira. Mesmo com a expectativa de queda na Selic, a renda fixa continua sendo uma opção interessante para investidores, principalmente para pessoas físicas que buscam um lucro de 1% ao mês.
Títulos com Perspectivas Otimistas
A analista demonstra otimismo em relação aos títulos prefixados e indexados à inflação. Ela observa que o mercado tende a alocar mais em títulos indexados ao IPCA+ devido ao maior potencial de retorno em relação aos prefixados, que apresentam um risco maior de perdas caso a taxa de juros fiscal seja superior à esperada.
Cenário de Juros e Perspectivas para Prefixados
Lais Costa considera que os cortes de juros previstos no mercado ainda são conservadores. Ela acredita que o mercado não está considerando as variáveis macroeconômicas de forma completa e que os títulos prefixados se beneficiarão de uma possível assimetria, com mais cortes de juros do que o esperado na curva.
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Debêntures Incentivadas e Crédito Privado em 2026?
Outro tema abordado no painel sobre Renda Fixa foi o de debêntures incentivadas, que se destacaram em 2025. A analista acredita que, devido ao ano eleitoral, o assunto não deverá voltar a ser tão relevante em 2026. No entanto, ela prevê que, a longo prazo, o tema voltará a circular, impulsionando a compra das debêntures devido à isenção de imposto de renda.
Recomendações de Investimento em 2026
Em relação aos títulos preferidos para investir em 2026, Lais Costa recomenda a seguinte ordem de indexadores: IPCA+, Prefixados e Pós-fixados. Ela ressalta a importância de não zerar os pós-fixados na carteira, devido aos altos níveis de juros e à menor volatilidade.
