Lula e Bolsonaro: 64% do Brasil rejeita anistia do 8 de Janeiro, aponta PoderData

Lula enfrenta erosão de apoio após condenação do STF, aponta pesquisa com queda acentuada no apoio do perdão entre eleitores.

03/10/2025 9:24

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(Imagem de reprodução da internet).

Reação à Proposta de Anistia Após 8 de Janeiro

Uma pesquisa do PoderData, realizada entre 27 e 29 de setembro, revela uma forte oposição à anistia para os envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023, tanto entre os eleitores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Os resultados indicam que a maioria dos eleitores de Lula e Bolsonaro se opõe à medida. O levantamento aponta que 74% dos eleitores que votaram em Lula rejeitam o perdão aos envolvidos, enquanto 55% dos que apoiam Bolsonaro também se manifestam contra.

Mudanças na Opinião Pública

A pesquisa destaca uma mudança significativa na opinião dos lulistas ao longo do tempo. Em março de 2023, antes do julgamento do STF que condenou Bolsonaro, 37% dos eleitores do petista apoiavam a anistia. No entanto, essa taxa diminuiu consideravelmente, atingindo 20% em setembro.

Paralelamente, a rejeição entre os lulistas aumentou, passando de 54% para 74% em um período de seis meses. Essa mudança reflete uma crescente insatisfação com a proposta de anistia e uma maior defesa da punição dos responsáveis pelos atos de 8 de janeiro.

Rejeição à Anistia Entre Apoiadores de Bolsonaro

Entre os eleitores de Jair Bolsonaro, as variações na opinião pública foram menores, mas ainda evidentes. O apoio ao perdão recuou levemente de 36% para 33%, enquanto a rejeição subiu de 49% para 55%. Apesar das menores variações, a tendência geral é de oposição à anistia.

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Opinião da População em Geral

A pesquisa também revela uma mudança na opinião da população em geral. Em março de 2023, 51% eram contra a anistia. No entanto, em setembro, esse número aumentou para 64%, representando um crescimento de 13 pontos percentuais em seis meses. Essa alta na rejeição à anistia demonstra uma crescente preocupação com as consequências dos ataques de 8 de janeiro.

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