Mercado Asiático em Alta: Oportunidades e Impacto Global em 2026!

Mercados Asiáticos em Alta! 🚀 O índice MSCI Ásia-Pacífico bate recordes com +13% em 2026!
Japão e Coreia do Sul lideram, impulsionados por resultados e aposta na IA.
Investidores buscam oportunidades, com US$ 100 bilhões em fluxos no mercado emergente.
Ibovespa em alta! 📈 Acompanhe a evolução e as novas tendências globais

12/02/2026 10:15

3 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Mercados Asiáticos em Alta e Expectativas no Mercado Global

Os mercados asiáticos continuam a exibir um desempenho notável, com o índice MSCI Ásia-Pacífico atingindo novas máximas históricas e acumulando uma alta impressionante de aproximadamente 13% ao longo do ano. Esse movimento reflete, em parte, a migração de investidores em busca de mercados com valuations relativamente mais atraentes, e, crucialmente, o reposicionamento estratégico em relação à próxima fase do ciclo da inteligência artificial, onde empresas da região ocupam posições-chave nas cadeias de suprimentos globais.

Japão e Coreia do Sul lideraram os ganhos, impulsionados por resultados corporativos positivos e, no caso japonês, pela vitória eleitoral de Takaichi.

Fatores Macroeconômicos e Reações Globais

Em um cenário global, os dados mais fortes do mercado de trabalho dos Estados Unidos levaram a uma moderação nas expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve no curto prazo, pressionando para cima os rendimentos dos Treasuries, embora sem impedir o avanço das bolsas ao redor do mundo.

Na Europa, os mercados reagiram positivamente a uma sequência de resultados corporativos acima do esperado, enquanto commodities como o petróleo enfrentaram uma retração diante de sinais de aumento da oferta global. A dinâmica global, portanto, influencia diretamente o desempenho dos mercados emergentes.

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Mercado Emergente e Fluxos de Capital

O mercado emergente voltou com força ao radar global, impulsionado por fluxos quase recordes – cerca de US$ 100 bilhões apenas em janeiro. Esse movimento ocorre em meio à perda de tração da narrativa de excepcionalismo americano, ao dólar mais fraco e a valuations relativamente mais atraentes fora dos Estados Unidos.

Diferentemente de ciclos anteriores, a alta tem sido ampla e relativamente sincronizada, envolvendo tanto ações quanto renda fixa, na China e em outros emergentes, sem caracterizar uma fuga dos EUA, mas sim uma realocação marginal de portfólios ainda fortemente concentrados no S&P 500.

O Brasil, por sua vez, se beneficia desse cenário favorável.

Desempenho no Brasil e Expectativas Internas

No Brasil, esse pano de fundo global favorável se traduziu em mais uma rodada de valorização: o Ibovespa avançou cerca de 2% na quarta-feira, com o fluxo estrangeiro continuando a favorecer blue chips, as ações maiores e mais líquidas da bolsa.

A expectativa de cortes de juros, reforçada por dados de serviços mais fracos, também contribui para essa dinâmica. A possibilidade de uma rotação gradual em direção às small caps, impulsionada por um fluxo de capital crescente, abre novas oportunidades para investidores.

Considerações Políticas e Econômicas Globais

O mercado também digere o fraco resultado do Banco do Brasil, divulgado na noite de ontem, enquanto aguarda a divulgação do balanço da Vale, prevista para hoje à noite. A agenda política e econômica global continua sendo um fator crucial, com a aprovação de um projeto de lei nos EUA que propõe encerrar as tarifas sobre importações do Canadá, apesar da intenção do presidente Trump de vetá-lo.

Essa situação expõe fissuras dentro do Partido Republicano e reflete o estreitamento da margem política da base governista.

Cenários Internacionais

O presidente da Ucrânia aceitou uma proposta dos Estados Unidos para uma nova rodada de negociações na próxima semana com o objetivo de encerrar a guerra com a Rússia, embora Moscou ainda não tenha confirmado participação. As conversas devem se concentrar em questões territoriais, incluindo a proposta americana de criar uma zona econômica especial como área tampão no Donbas.

A situação na Ucrânia, com a pressão política sobre o governo Trump e o desgaste fiscal e econômico da Rússia, continua sendo um fator de incerteza.

Investimentos e Tendências

As grandes empresas de tecnologia devem intensificar ainda mais seus investimentos após um 2025 já marcado por níveis recordes de capex, com analistas projetando uma expansão próxima de 50% no gasto agregado, que pode superar US$ 600 bilhões em 2026.

A Alphabet, por exemplo, está investindo fortemente em computação voltada à inteligência artificial, com recursos direcionados principalmente à infraestrutura do Google DeepMind. A Amazon também está aumentando seus investimentos em tecnologia.

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