Mercado Brasileiro Apresenta Otimismo com Alta nos Ativos de Risco
Desde o início de 2026, o mercado financeiro brasileiro tem demonstrado um notável otimismo, impulsionado por um desempenho expressivo dos ativos de risco. O Ibovespa encerrou o ano de 2025 com um aumento acumulado de 33%, e nos primeiros 15 dias do ano de 2026, registrou novas máximas históricas, ultrapassando os 165 mil pontos nesta quinta-feira (15).
Esse cenário positivo é influenciado por diversos fatores, incluindo expectativas em relação às próximas eleições.
Candidaturas e Expectativas Eleitorais
A possibilidade de candidaturas presidenciais de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, e Ratinho Júnior, governador do Paraná, tem gerado um clima de otimismo no mercado. Ambos os nomes são considerados mais favoráveis ao mercado financeiro e podem indicar a implementação de reformas fiscais no país.
A alta taxa de rejeição ao governo Lula também tem sido um fator relevante nesse cenário.
Análise de Especialista
Matheus Spiess, analista de macroeconomia da Empiricus Research, comenta sobre a situação, afirmando que o mercado está “brincando com fogo” devido à forte expectativa de manutenção do governo atual. Ele destaca que o mercado está “pagando para ver” a ausência de uma avaliação mais precisa dos riscos associados à possível reeleição de Lula.
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Spiess ressalta que a fragmentação da oposição e a candidatura de Flávio Bolsonaro podem ser benéficas para o PT.
Impacto da Reeleição
Segundo Spiess, a reeleição de Lula, mesmo com uma alta taxa de rejeição, não está totalmente descartada. Ele adverte que uma reversão de expectativas pode gerar estresse no mercado, com consequências potencialmente drásticas. O analista alerta para o risco de um estouro no câmbio ou na curva de juros, considerando o alto nível de endividamento das famílias e o risco de uma crise de crédito semelhante à ocorrida durante o governo Dilma Rousseff.
Possíveis Medidas para Ancorar Expectativas
Para mitigar os riscos no mercado, Spiess sugere algumas medidas que o governo poderia tomar em caso de uma eventual reeleição. Ele aponta que algumas dessas medidas são de baixa convicção, enquanto outras são consideradas de maior convicção, embora o analista ressalte que o governo “não acredita no ajuste fiscal”.
As medidas propostas incluem ações de menor convicção, que visam apenas “puxar o tempo” até 2030, e medidas de maior convicção, que poderiam abordar questões estruturais, embora o analista reconheça a necessidade de resolver os problemas de forma mais profunda.
