Mercado Financeiro em Alerta: Juros e Cenário Global em 2025
Mercado financeiro atento a decisão do Fed e Copom em 2025. Fed deve cortar juros, enquanto Copom mantém Selic em 15%. Acompanhe as decisões e o cenário global!
Mercado Financeiro em Expectativa: Decisões de Política Monetária em 2025
O mercado financeiro concentra agora sua atenção na última Super Quarta de 2025, um momento crucial marcado por decisões de política monetária distintas no Brasil e nos Estados Unidos. Nos EUA, o Federal Reserve (Fed) deve anunciar um corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa básica para a faixa de 3,50% a 3,75%, o que representa uma decisão que, segundo análises, será bastante dividida dentro do Comitê.
No Brasil, o Copom (Comitê de Política Monetária) deve manter a Selic em 15%.
Foco nos Comunicados e em Jerome Powell
Mais do que as decisões em si, o interesse dos investidores recai sobre os comunicados oficiais e, especialmente, sobre as declarações de Jerome Powell, presidente do Fed. A comunicação de Powell poderá oferecer pistas sobre a condução da política monetária ao longo de 2026.
A manhã foi marcada por cautela, com os futuros americanos se mantendo estáveis, enquanto as bolsas europeias recuaram levemente após um desempenho misto na Ásia, refletindo o clima de espera por novas informações.
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China e o Setor Imobiliário
Na China, o setor imobiliário registrou uma alta significativa após novas indicações de apoio político e avanços nas negociações da dívida da Vanke, uma das maiores empresas do setor. Os indicadores de inflação continuam apontando para um ambiente de preços contidos.
Outras notícias relevantes incluem o maior investimento da história da Microsoft na Ásia – um aporte de US$ 17,5 bilhões em infraestrutura na Índia, e o aumento das tensões geopolíticas envolvendo o mercado de semicondutores, após novos desdobramentos nas negociações entre EUA, Nvidia e China.
Ibovespa e Incertezas Eleitorais
No mercado doméstico, o Ibovespa encerrou o pregão de ontem em leve queda, abaixo dos 158 mil pontos, ainda marcado pelas incertezas associadas ao cenário eleitoral de 2026. No campo macro, a divulgação do índice de inflação de novembro acelerou para cerca de 0,18% no mês, levemente abaixo das expectativas.
No acumulado em 12 meses, a inflação recuou para 4,46%, ante 4,68% no mês anterior, sinalizando um processo gradual de normalização dos preços. Apesar da possibilidade de um corte de 25 pontos-base na Selic já em janeiro, o Banco Central deve manter a taxa em 15% na reunião atual, sem sinalizar de forma clara o início do ciclo de cortes, preservando um tom “hawkish” (conservador) no comunicado.
Expectativas para os EUA
Nos EUA, o mercado financeiro acompanha com elevada expectativa a decisão final de juros do Federal Reserve, com as apostas majoritárias apontando para uma probabilidade superior a 90% de um corte de 25 pontos-base, o que levaria a taxa básica para a faixa entre 3,5% e 3,75%.
Essa expectativa ganhou força nas últimas semanas após declarações mais moderadas de membros relevantes do banco central e, sobretudo, diante de sinais de enfraquecimento no mercado de trabalho. O conjunto de projeções econômicas que será divulgado junto com a decisão deve indicar apenas um corte ao longo de 2026 e outro em 2027, sem alterações relevantes no restante do cenário macro.
Limites de Expansão da Inteligência Artificial
O ritmo acelerado de expansão da inteligência artificial pode encontrar seu principal limite não na escassez de semicondutores, mas na disponibilidade de energia elétrica. As grandes empresas de tecnologia planejam construir uma infraestrutura de data centers equivalente a cerca de 44 gigawatts de capacidade, enquanto a oferta adicional de energia prevista para os próximos três anos gira em torno de apenas 25 gigawatts – um descompasso relevante que já se desenha no horizonte.
Mesmo com apoio político, a dificuldade de expandir rapidamente a geração de energia transforma a eletricidade no principal gargalo da expansão da IA.
Balões na Lituânia
A Lituânia enfrenta uma situação atípica, porém carregada de implicações geopolíticas relevantes: uma sucessão de balões enviados a partir da Bielorrússia – alguns deles transportando cigarros contrabandeados – cruzou o espaço aéreo do país, obrigando inclusive o fechamento temporário de seu principal aeroporto.
Diante da gravidade do episódio, o governo decretou estado de emergência e passou a classificar oficialmente essas ações como parte de uma estratégia de “guerra híbrida” conduzida pela Bielorrússia em alinhamento com a Rússia. O caso expõe, de forma clara, a vulnerabilidade estrutural dos países bálticos que, embora integrem a OTAN, enxergam sua percepção de segurança se tornar mais incerta diante do retorno de Donald Trump à Casa Branca e do risco de que um eventual acordo de paz na Ucrânia acabe fortalecendo Moscou.
Aceleração da Inflação na China
A inflação ao consumidor na China apresentou aceleração em novembro, alcançando alta anual de 0,7%, acima dos 0,2% registrados em outubro e em linha com as expectativas do mercado. Esse avanço foi impulsionado, principalmente, pelo encarecimento dos preços dos alimentos.
Ainda assim, o quadro geral da economia segue marcado por pressões deflacionárias relevantes: os preços ao produtor aprofundaram a queda, com recuo de 2,2% no PPI – resultado pior do que o projetado e que marca o 38º mês consecutivo de deflação no setor industrial.
Em conjunto, os dados sinalizam que a demanda interna permanece fraca, apesar da melhora pontual do CPI, refletindo os impactos persistentes da crise no setor imobiliário e do ritmo moderado do consumo. A reação dos mercados reforçou essa leitura: os rendimentos dos títulos públicos recuaram e as ações da Microsoft permaneceram pressionadas, diante da ausência de sinais mais contundentes de estímulo por parte das autoridades.
Saída de Warren Buffett
Warren Buffett deixará o cargo de CEO da Berkshire Hathaway ainda este ano, permanecendo exclusivamente como presidente do conselho de administração. A sucessão está definida: a partir de 1º de janeiro, Greg Abel – atual vice-presidente da companhia e responsável pelas operações não ligadas ao segmento de seguros – assumirá oficialmente a posição de CEO.
Esse movimento ocorre em meio a um processo mais amplo de reorganização interna.
Autor(a):
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