Mercado global e expectativas de juros sob escrutínio em 2026

Mercado internacional espera corte de juros, enquanto desafios internos e globais se intensificam.

04/12/2025 9:49

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(Imagem de reprodução da internet).

Mercados Internacionais e Expectativas de Juros

Os mercados internacionais demonstraram, em grande parte, um consenso: a expectativa de um corte nas taxas de juros pelo Federal Reserve na próxima semana. Segundo dados do CME FedWatch, a probabilidade de um ajuste na política monetária se manteve em torno de 90%.

Essa expectativa foi impulsionada pela divulgação do relatório do ADP, que revelou a eliminação de 32 mil vagas no setor privado, em vez das 10 mil vagas previstas, indicando uma fraqueza que justificaria uma política monetária mais acomodatícia.

O baixo temor de desemprego, que sustenta a confiança do consumidor, reforça a aposta em um ciclo de cortes de juros, favorecendo ativos de risco.

Impacto no Mercado Local

No Brasil, o cenário internacional favorável, especialmente a expectativa de flexibilização monetária nos EUA, impulsionou os ativos locais. O Ibovespa atingiu um novo recorde nominal, fechando em 161.755 pontos, com destaque para a valorização das empresas do setor de minério de ferro, após sinais de que a China buscará um crescimento de 5% em 2026.

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Mesmo o ajuste na curva de juros, refletindo a chance de um Copom mais cauteloso na semana seguinte, não impediu a alta.

Desafios Institucionais e Econômicos

Apesar do otimismo nos mercados, o ambiente econômico e institucional no Brasil ainda apresenta desafios. O Congresso votará o PLDO, que autoriza o governo a contingenciar o Orçamento pelo piso da meta fiscal, em vez do centro, reacendendo o embate com o TCU, que exige estudos sobre a sustentabilidade da dívida e a compatibilidade das metas dentro do arcabouço.

Essa medida, que visa o piso da meta e exclui bilhões do cálculo fiscal, prejudica a credibilidade da política econômica, especialmente em um momento sensível.

Crise de Poderes e Incertidões

A crise entre os Poderes Executivo e Judiciário ganhou contornos mais acentuados após decisão liminar de Gilmar Mendes, que determinou que apenas a Procuradoria-Geral da República (PGR) pode apresentar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), e que a abertura exige maioria de dois terços – interpretação que contraria a lei de 1950, que permite denúncias por qualquer cidadão e aprovação por maioria simples.

A reação no Senado foi imediata, com Davi Alcolumbre classificando a decisão como “grave ofensa” à separação de poderes e acelerando projetos para restringir decisões monocráticas no Supremo. O quadro institucional se deteriora à medida que se aproxima de 2026, elevando ruídos e exigindo atenção redobrada do investidor.

Cenário Global e Expectativas de Moedas

A União Europeia busca uma solução rápida para reforçar o financiamento à Ucrânia, mas esbarra em um impasse delicado após classificar como ilegal o uso dos cerca de US$ 300 bilhões em ativos russos congelados – majoritariamente sob custódia na Bélgica – como garantia para um empréstimo de US$ 160 bilhões ao governo ucraniano.

Diante da resistência belga, que teme assumir sozinha eventuais perdas caso o plano avance, Bruxelas passou a considerar duas alternativas: estruturar um empréstimo lastreado nesses ativos congelados ou recorrer ao próprio orçamento do bloco para garantir a operação, com o objetivo de cobrir aproximadamente € 90 bilhões das necessidades financeiras mais urgentes de Kiev.

Apesar dos esforços de Ursula von der Leyen para minimizar os riscos e tranquilizar os países mais expostos, a pressão do tempo aumenta: a Ucrânia enfrenta deterioração fiscal acelerada em meio ao avanço militar russo, enquanto Moscou – que chamou a proposta europeia de “roubo” – afirma manter conversas com enviados dos EUA, embora sem qualquer sinal concreto de avanço rumo a um acordo de paz.

Tendências Globais e Inovações

A China deu um sinal claro de que pretende moderar o ritmo de valorização do yuan ao fixar a taxa de câmbio diária em um patamar significativamente mais fraco do que o projetado pelo mercado – o maior desvio desde fevereiro de 2022. A mensagem implícita é que Pequim deseja manter o fortalecimento da moeda sob gestão estreita, evitando movimentos bruscos que prejudiquem exportadores ou gerem volatilidade excessiva.

Mesmo negociado perto das máximas em mais de um ano, o índice ponderado pelo comércio mostra um yuan ainda historicamente fraco, reforçando a leitura de que a intenção não é interromper a valorização, mas garantir que ela ocorra de forma gradual e controlada.

A expectativa é que o nível de 7 yuans por dólar seja preservado até o fim de 2025, com possibilidade de rompimento em 2026 – um movimento que dependerá do equilíbrio que Pequim busca entre atração de capital, manutenção da competitividade das exportações e preservação da estabilidade financeira.

A OpenAI decretou um estado interno de “código vermelho” após Sam Altman circular um memorando determinando que toda a empresa concentre seus esforços, de forma integral, na evolução do ChatGPT – mesmo que isso exija interromper projetos paralelos, como agentes de IA, o assistente Pulse e iniciativas voltadas a compras automatizadas.

A medida ocorre em um momento de pressão competitiva intensa: como comentei neste espaço, o Google lançou a nova geração do Gemini, que superou o ChatGPT em diversos benchmarks e elevou sua base de usuários mensais para 650 milhões. Em resposta, a OpenAI instituiu reuniões diárias dedicadas exclusivamente ao desenvolvimento do ChatGPT e reforçou que seu foco prioritário é ampliar o público semanal – hoje em 800 milhões – e tornar a ferramenta mais pessoal e intuitiva.

Esse reposicionamento estratégico ganha ainda mais relevância diante…

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