Morgan Stanley alerta: Stone e PagSeguro enfrentam “fim do crescimento” no mercado digital

Morgan Stanley alerta: Stone (STNE) e PagSeguro (PAGS) podem enfrentar dificuldades. Análise aponta fim do crescimento no mercado de pagamentos digitais no Brasil

19/01/2026 10:48

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(Imagem de reprodução da internet).

Analistas do Morgan Stanley identificam uma possível inflexão no mercado de pagamentos digitais brasileiro, considerando as recentes mudanças na gestão da Stone (STNE) e do PagSeguro (PAGS), empresas negociadas nos Estados Unidos. A instituição financeira acredita que o setor alcançou o “fim do crescimento”, refletindo uma transformação no comportamento do consumidor brasileiro.

Consumo e Dinheiro em Espécie

Dados da AlphaWise indicam que o uso de dinheiro em espécie no Brasil tem diminuído significativamente. Em 2024, apenas 11% dos gastos mensais totais são realizados em dinheiro, com essa porcentagem caindo para 9% entre consumidores de maior renda e permanecendo em 13% na classe C.

Essa tendência aponta para um cenário onde o uso de carteiras digitais se tornou predominante.

Impacto no Mercado

Diante desse cenário, o Morgan Stanley avalia que estratégias agressivas de distribuição de capital, como dividendos e recompras de ações, podem prejudicar o crescimento de Stone e PagSeguro no longo prazo. A instituição destaca que o capital investido atualmente não pode ser utilizado para diversificar os negócios, expandir para novas regiões ou buscar oportunidades de crescimento sustentável.

Recomendações do Morgan Stanley

O Morgan Stanley mantém a recomendação de “underweight” (venda) para PagSeguro (PAGS), com um preço-alvo de US$ 7,70, e retoma a cobertura de Stone (STNE) também com essa recomendação, estabelecendo um preço-alvo de US$ 9,00. A análise sugere que a empresa precisa repensar seus modelos de negócios e a alocação de capital para garantir um crescimento sustentável.

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Necessidade de Mudança Estratégica

Para o Morgan Stanley, Stone e PagSeguro devem focar em diversificar seus negócios, explorando novas áreas como serviços bancários, crédito para pequenas empresas, softwares e expansão para a América Latina. A instituição alerta que erros na alocação de capital podem ter um impacto significativo no valor das empresas a longo prazo.

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