Analistas do Morgan Stanley identificam uma possível inflexão no mercado de pagamentos digitais brasileiro, considerando as recentes mudanças na gestão da Stone (STNE) e do PagSeguro (PAGS), empresas negociadas nos Estados Unidos. A instituição financeira acredita que o setor alcançou o “fim do crescimento”, refletindo uma transformação no comportamento do consumidor brasileiro.
Consumo e Dinheiro em Espécie
Dados da AlphaWise indicam que o uso de dinheiro em espécie no Brasil tem diminuído significativamente. Em 2024, apenas 11% dos gastos mensais totais são realizados em dinheiro, com essa porcentagem caindo para 9% entre consumidores de maior renda e permanecendo em 13% na classe C.
Essa tendência aponta para um cenário onde o uso de carteiras digitais se tornou predominante.
Impacto no Mercado
Diante desse cenário, o Morgan Stanley avalia que estratégias agressivas de distribuição de capital, como dividendos e recompras de ações, podem prejudicar o crescimento de Stone e PagSeguro no longo prazo. A instituição destaca que o capital investido atualmente não pode ser utilizado para diversificar os negócios, expandir para novas regiões ou buscar oportunidades de crescimento sustentável.
Recomendações do Morgan Stanley
O Morgan Stanley mantém a recomendação de “underweight” (venda) para PagSeguro (PAGS), com um preço-alvo de US$ 7,70, e retoma a cobertura de Stone (STNE) também com essa recomendação, estabelecendo um preço-alvo de US$ 9,00. A análise sugere que a empresa precisa repensar seus modelos de negócios e a alocação de capital para garantir um crescimento sustentável.
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Necessidade de Mudança Estratégica
Para o Morgan Stanley, Stone e PagSeguro devem focar em diversificar seus negócios, explorando novas áreas como serviços bancários, crédito para pequenas empresas, softwares e expansão para a América Latina. A instituição alerta que erros na alocação de capital podem ter um impacto significativo no valor das empresas a longo prazo.
