O final de 2025 apresentou um período de aumento significativo nos anúncios de dividendos na Bolsa brasileira. A principal razão para essa movimentação foi a antecipação das empresas em relação à nova tributação sobre os dividendos, que entrou em vigor com um imposto de 10% sobre valores acima de R$ 50 mil pagos por beneficiário.
Essa medida visava proteger os grandes acionistas do impacto da nova legislação.
Fatores que Influenciam os Pagamentos de Dividendos
Segundo o analista Ruy Hungria, da Empiricus, o sucesso das empresas pagadoras de dividendos depende de “negócios recorrentes e um balanço financeiro saudável”. Ele ressaltou que o cenário de 2025 foi desafiador, marcado por uma taxa Selic elevada (15% ao ano), o que impactou negativamente os resultados de muitas empresas, que ainda assim conseguiram gerar caixa e distribuir dividendos.
Perspectivas para 2026
Em relação a 2026, Hungria acredita que o ciclo de queda da Selic (estimado em 3 pontos percentuais) contribuirá para a melhora dos resultados financeiros das empresas, permitindo que elas mantenham bons pagamentos de dividendos. Ele adverte que, mesmo com uma Selic em torno de 12%, empresas que apresentaram bom desempenho em 2025 têm potencial para continuar entregando bons resultados.
Empresas em Destaque
Entre as empresas que se encaixam nas premissas do analista, o Itaú (ITUB4) e a Axia (AXIA6) são mencionadas como potenciais pagadoras de dividendos. A Axia, antiga Eletrobras, apresentou bons resultados em 2025, e Hungria espera que esses valores se mantenham ou aumentem em 2026, devido à melhoria dos resultados desde a privatização, impulsionada pelo aumento do preço da energia e pela maior eficiência da companhia.
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A Petrobras (PETR4) também é citada, com Hungria prevendo dividendos na casa de 10%, semelhantes aos pagos em 2025. Outras empresas, como a Vivo (VIVT3) e a Vale (VALE3), também são observadas pelos investidores que buscam retornos regulares.
