As recentes tensões no Oriente Médio, impulsionadas por conflitos, estão gerando um impacto significativo nos mercados financeiros globais. Essa escalada de instabilidade tem levado ao aumento das cotações do petróleo, o que, por sua vez, tem influenciado negativamente o Ibovespa na abertura do pregão desta quinta-feira, 19.
A situação é acompanhada de perto por investidores que buscam avaliar o cenário e ajustar suas estratégias.
O Banco da Inglaterra (BoE), Banco Central Europeu (BCE) e o Federal Reserve (Fed) mantiveram suas políticas de juros, mas a aversão ao risco global permanece alta devido à guerra. Investidores não se sentem confortáveis em investir em renda variável, apesar da queda moderada do Ibovespa.
Ações da Petrobras em Destaque
Em meio a esse cenário, algumas ações da Petrobras apresentaram um desempenho positivo, com alta de 1,34% (PN) e 2,30% (ON). Essa valorização pode ser atribuída à importância da empresa no mercado de petróleo e à busca por ativos considerados mais seguros em tempos de incerteza.
Análise de Especialistas
William Castro, estrategista-chefe da Avenue, destaca que os mercados estão seguindo um “playbook de guerra”, com ativos de risco apresentando desempenho ruim. Igor Monteiro, CEO da EqSeed, ressalta que a grande variável para o Banco Central é a duração da guerra e sua interpretação do choque em seu cenário.
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Ele acredita que, se a guerra não for longa, ainda há perspectiva de corte de 0,50 ponto na Selic.
Cenário Internacional
O Irã ampliou sua ofensiva contra a infraestrutura de energia dos países árabes do Golfo Pérsico, em retaliação a uma ação de Israel. O petróleo Brent chegou a saltar quase 11%, ultrapassando a marca de US$ 119 o barril. O Federal Reserve manteve os juros entre 3,50% e 3,75% ao ano, mas sinalizou que pode elevar as taxas em reação às incertezas da guerra.
O minério de ferro também apresentou queda em Dalian, na China, onde haverá decisão de juros à noite.
