Preços do Petróleo Disparam com Conflitos no Oriente Médio
O aumento dos conflitos no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, e o consequente fechamento do estreito de Ormuz, estão pressionando os preços do petróleo. Na semana de 2026, o petróleo à vista, como o Brent, atingiu patamares recordes, ultrapassando os US$ 100, o maior valor observado nos últimos quatro anos.
Essa situação tem gerado questionamentos sobre a trajetória dos preços e a possibilidade de uma queda, caso os conflitos sejam resolvidos.
Analistas, como Ruy Hungria e Matheus Spiess da Empiricus Research, alertam que a incerteza geopolítica está adicionando um prêmio de risco ao preço do petróleo. Mesmo que o conflito termine, a percepção de que a oferta pode ser interrompida a qualquer momento já está influenciando o mercado. “Não dá para tirar isso das contas”, afirma Hungria, citando um cenário em que o petróleo não retorna aos níveis de US$ 45 ou 50 dólares, como ocorria antes.
Janelas de Oportunidade para Investidores
A volatilidade do mercado e a incerteza geram oportunidades para alguns investimentos. A equipe da Empiricus destaca que, apesar da crise humanitária, o setor de petróleo pode apresentar “janelas de oportunidade”. A análise sugere que a alta do petróleo pode beneficiar empresas brasileiras, especialmente as do setor de petróleo e gás.
Recomendações de Ações Brasileiras
A Empiricus Research indica duas petroleiras brasileiras que podem se beneficiar da alta do petróleo. A primeira é a Petrobras (PETR4), que já é recomendada nas séries “Vacas Leiteiras” e “Double Income” da Empiricus, focadas em dividendos e geração de renda extra.
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No entanto, a Petrobras é considerada mais exposta ao risco político, o que pode impactar negativamente sua performance.
A segunda petroleira recomendada pela Empiricus é uma empresa que não está sujeita a esse risco político e, ao mesmo tempo, se beneficia da alta do petróleo, sem depender exclusivamente dela para gerar valor. Essa empresa é considerada uma “ótima geradora de caixa” e consegue operar com excelência, mesmo com preços do Brent significativamente abaixo dos atuais.
Além disso, espera-se que seu custo de extração do petróleo fique em torno de US$ 8 por barril em 2026, um valor considerado muito baixo no setor. A empresa já está “ganhando muito mais dinheiro” atualmente, segundo Hungria. Essa é a empresa que a equipe da Empiricus mais gosta, a melhor operadora entre as privadas, e tem uma grande expectativa de crescimento de produção.
Essa recomendação está presente na série “Melhores Ações da Bolsa”, que traz as indicações da casa para o investidor que busca “compounders” – ações geradoras de valor intrínseco consistente ao longo dos anos. Para acessar essa recomendação e as demais séries da Empiricus, os investidores podem assinar o serviço “Empiricus+”, que oferece acesso a todas as principais recomendações de investimento da casa em um único lugar.
