Prefeitura Aponta Baixo Desempenho da Enel na Poda de Árvores em São Paulo
A Prefeitura de São Paulo manifestou sua insatisfação com o desempenho da concessionária de energia Enel na realização de podas de árvores, revelando que a empresa cumpriu apenas 11% do plano anual de 2025. A gestão municipal, liderada por Ricardo Nunes (MDB), criticou a baixa execução do plano, que previa a poda de 282.271 árvores.
Até a segunda-feira, 15, apenas 31.945 podas foram efetivadas.
O problema se agrava diante de um apagão que afetou 2,2 milhões de imóveis na região metropolitana de São Paulo, causado por um vento recorde na quarta-feira, 10. A situação gerou reclamações da população, que ainda enfrentava falta de energia.
A Enel, por sua vez, alegava que todos os casos relacionados à ventania já haviam sido solucionados.
Crise de Energia e Pedidos de Intervenção
A recente crise de energia, que se repetiu após episódios em 2023 e 2024, reacendeu o debate sobre a gestão da Enel. A pressão por uma intervenção federal aumentou, com pedidos de autoridades paulistas, incluindo Ricardo Nunes, e do governador Tarcísio de Freitas, que argumentaram que a população não deveria ser “refém” da concessionária.
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A possibilidade de renovação antecipada da concessão com a Enel, cujo contrato vai até 2028, também foi levantada, gerando preocupação sobre o futuro da energia em São Paulo.
Investimentos e Manutenções Preventivas
A Enel buscou minimizar as críticas, destacando investimentos recorde na modernização da rede elétrica desde 2018, totalizando R$ 10,4 bilhões até 2027. A empresa também enfatizou o aumento das manutenções preventivas e a mobilização de 1.800 equipes para os reparos após a ventania.
A concessionária ressaltou que os ventos atingiram quase 100 km/h, o que resultou em centenas de árvores caídas, e que a mobilização das equipes foi rápida para minimizar os danos.
Impacto na População e Desabafos de Empresário
Um empresário, Hugo Delgado, proprietário de um restaurante em Pinheiros, relatou que seu estabelecimento enfrentava prejuízos de R$ 40 mil devido ao apagão. Ele descreveu a situação como “desesperadora” e destacou a falta de comunicação da Enel.
O restaurante, que estava sem energia por seis dias, dependia da ajuda de vizinhos para manter o funcionamento, utilizando geradores e geladeiras. Delgado expressou sua frustração com a demora na resolução do problema e a falta de perspectiva de normalização.
“É muito assustador, isso quebrou completamente as nossas pernas”, desabafou o empresário, ressaltando a urgência da situação.
