PRNR3: Resultados do 3T25 Apresentam Queda e Expectativas de Recuperação em 2026
PRNR3 apresenta resultados abaixo do esperado no 3T25, com queda na receita e desafios no setor de MI. Confira!
A Priner (PRNR3) apresentou resultados referentes ao terceiro trimestre de 2025 (3T25) que, conforme previsto, não atingiram seu potencial máximo. A receita consolidada registrou uma queda de -0,8%, impulsionada pela desaceleração da UN Montagem Industrial (MI), um fator que já havia sido apontado em análises anteriores.
A empresa tem enfrentado um número elevado de adiamentos de projetos no setor de MI, com expectativa de retomada apenas no próximo ano.
Impactos Setoriais
Além da MI, o setor sucroenergético e petroquímico também registraram redução de serviços, impactando a receita. A empresa alcançou R$ 359,1 milhões no período, refletindo a situação do mercado.
Melhorias e Redução de Custos
Apesar da queda na receita, a aquisição de atividades com maior valor agregado contribuiu para melhorar o indicador de per capita. Houve também uma retração de -9,2% nos custos com pessoal em comparação com o trimestre anterior.
Resultados Financeiros
O lucro bruto cresceu, atingindo R$ 74,1 milhões, com um ganho de +0,8% na margem. As despesas sobre a receita permaneceram estáveis, impulsionadas pelo aumento do lucro bruto. A margem EBITDA foi de 11,9%, abaixo do potencial da empresa, que, após a aquisição da Semep e a normalização da unidade de montagem, deveria alcançar acima de 15%.
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Lucro Líquido e Alavancagem
O lucro líquido foi de -R$ 20,6 milhões (vs -R$ 20,8 milhões no 2T25), e a alavancagem finalizou o trimestre em 1,75x. A aquisição da Semep elevou esse número para mais próximo de 2,5x no 4T25, mas espera-se uma desalavancagem rápida nos trimestres seguintes, com o início das contribuições da Semep e a retomada dos serviços da unidade de montagem.
Recomendação da Empiricus Research
Considerando que o 3T25 não foi um período de forte desempenho, a reação do mercado foi positiva. Para 2026, espera-se uma recuperação no volume de serviços e maior previsibilidade de receita, o que deve impulsionar o re-rating dos papéis. A PRNR3, com um valuation de menos de 4x valor de firma/ebitda, permanece entre as recomendações da Empiricus Research.
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Redação
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