Vale surpreende com resultados de 1T26: metais básicos em alta e desafios no minério de ferro

Vale surpreende com resultados de 1T26: alta nos metais básicos e desafios no minério de ferro! Saiba mais.

29/04/2026 10:48

3 min

Vale surpreende com resultados de 1T26: metais básicos em alta e desafios no minério de ferro
(Imagem de reprodução da internet).

A Vale (VALE3) divulgou seus resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26), apresentando uma evolução positiva em relação ao ano anterior, embora tenha ficado um pouco aquém do que o mercado esperava. A empresa, que vinha de uma série de bons resultados, registrou um desempenho sólido, especialmente nas suas divisões de metais básicos.

A companhia destacou que, considerando as atuais projeções de câmbio e preços do petróleo, espera que os custos operacionais do minério de ferro entregue à China se mantenham em uma faixa mais elevada, próxima aos US$ 52 a US$ 56 por tonelada, devido aos impactos da guerra em curso.

Minério de Ferro: Crescimento com Desafios

Na divisão de Soluções de Minério de Ferro, houve um aumento de 8% em relação ao primeiro trimestre de 2025 (1T25). Esse crescimento foi impulsionado tanto pelo aumento dos preços quanto pelo aumento do volume de vendas, conforme já havia sido antecipado na prévia operacional da empresa.

No entanto, os custos da divisão também subiram em um ritmo mais acelerado (14% ao ano), devido à valorização do real e ao aumento dos custos de estoque, que haviam sido formados em momentos de preços mais altos.

Metais Básicos: Desempenho Positivo

A divisão de metais básicos, conhecida como Vale Base Metals, apresentou um desempenho mais robusto. No cobre, a receita cresceu impressionantes 57%, impulsionada por um aumento de 18% no volume de vendas e por um aumento de 48% nos preços por tonelada.

Leia também

Além disso, a empresa conseguiu reduzir seus custos e obter melhores preços para seus subprodutos, o que resultou em um aumento de 74% no EBITDA do segmento, atingindo US$ 949 milhões.

Níquel: Recuperação Significativa

Na operação de níquel, a empresa também registrou uma melhora significativa. O EBITDA saltou de US$ 41 milhões no 1T25 para US$ 277 milhões no 1T26, graças a um aumento no volume de vendas (15%), melhores preços (6%) e uma redução expressiva nos custos (50%), resultado de melhorias operacionais e maior receita com a venda de subprodutos.

Essa recuperação contribuiu para o crescimento geral da empresa.

Resultados Consolidados e Fluxo de Caixa

O EBITDA consolidado da Vale atingiu US$ 3,8 bilhões, representando um aumento de 23% em relação ao 1T25. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pelas divisões de metais básicos, que tiveram um aumento de 29% no EBITDA, atingindo R$ 1,9 bilhão.

Apesar desse bom desempenho, os resultados ficaram um pouco abaixo das expectativas.

O fluxo de caixa livre da empresa alcançou US$ 813 milhões, um aumento de 61% em relação ao ano anterior, mas também ficou aquém do esperado devido a um forte consumo de capital de giro, que atingiu US$ 863 milhões no trimestre. A empresa espera que esse número melhore nos próximos trimestres, devido à sazonalidade do negócio.

Apesar dos números ligeiramente inferiores às expectativas, o crescimento das principais linhas de produtos da Vale indica que a empresa está no caminho certo e deve continuar sendo uma fonte importante de dividendos para seus acionistas. A Vale (VALE3) mantém a recomendação de compra na série de análise da Empiricus Dividendos.

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!