Volodymyr Zelensky em negociações para fim do conflito com Rússia

Mercado atento a dados de emprego dos EUA e expectativa por corte de juros. EUA e Europa acompanham dados, petróleo recua com negociações Rússia-Ucrânia. Zelensky avalia saída da OTAN para fim do conflito

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(Imagem de reprodução da internet).

Mercado em Atenção aos Dados de Emprego dos EUA

O mercado iniciou a sessão com um foco intenso nos dados de emprego dos Estados Unidos, que apresentaram o primeiro relatório após o prolongado shutdown do governo. As informações referentes aos meses de outubro e novembro revelaram um resultado mais fraco do que o esperado, o que pode provocar ajustes nas expectativas para a política monetária, atualmente concentradas em um cenário de pausa no ciclo de cortes de juros. A interpretação desses números exige cautela, considerando a paralisação das atividades públicas, as baixas taxas de resposta às pesquisas e os atrasos metodológicos, que aumentam a probabilidade de distorções estatísticas – um indicador notoriamente sujeito a revisões.

Atenção ao Setor de Tecnologia

No mercado de ações, o setor de tecnologia continuou sob pressão, puxando para baixo os principais índices americanos. Esse movimento reflete, de um lado, a continuidade da realização de lucros após o forte rali associado à temática de inteligência artificial, e, de outro, a elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, que costuma penalizar empresas de crescimento com fluxos de caixa concentrados no longo prazo.

Investidores adotaram uma postura mais cautelosa, aguardando indicadores econômicos mais decisivos para a formação das expectativas sobre juros.

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Cenário Internacional em Calma

No cenário internacional, o tom é de cautela. As bolsas europeias e asiáticas aguardam os desdobramentos dos dados americanos, enquanto o petróleo recua nesta manhã, refletindo sinais de avanço nas negociações de paz entre Rússia e Ucrânia. A situação geopolítica continua sendo um fator de incerteza, influenciando os mercados globais.

Brasil em Rota para o Início dos Cortes de Juros

No Brasil, o mercado encerrou a segunda-feira em alta de 1,08%, impulsionado pela expectativa de que o Banco Central possa iniciar o ciclo de cortes de juros. A inflação desacelerando e o mercado de trabalho mostrando sinais de resiliência contribuíram para essa perspectiva.

No entanto, a persistência da inflação e a incerteza econômica ainda representam desafios para o Banco Central.

A Busca por um Acordo de Paz

As negociações em Berlim, envolvendo delegações da Ucrânia, dos Estados Unidos e da Europa, avançaram significativamente, com um consenso de cerca de 90% dos pontos discutidos. Entre os tópicos abordados estão a criação de um acordo de segurança similar ao da OTAN, o uso de ativos russos congelados para financiar a reconstrução da Ucrânia e a possível adesão do país à União Europeia.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, demonstrou disposição para abandonar a candidatura da Ucrânia à OTAN como parte de um acordo para encerrar o conflito com a Rússia, desde que o país receba garantias de segurança sólidas e duradouras.

A Prata Alcança Novos Patamares

A prata voltou a renovar máximas históricas, ultrapassando o patamar de US$ 60 por onça, sustentado pela expectativa de novos cortes de juros nos Estados Unidos e por um mercado físico visivelmente apertado. Apesar da volatilidade recente, trata-se de um ativo com características singulares: ao mesmo tempo em que possui forte uso industrial, também exerce papel monetário e de proteção patrimonial.

No entanto, seu valor de mercado corresponde a apenas cerca de 0,5% da riqueza global, o que evidencia um desequilíbrio relevante entre sua importância econômica, a oferta disponível e o espaço que ocupa hoje nos portfólios globais.

Uma Nova Perspectiva Global

A ascensão da China, que por anos foi vista como uma trajetória inevitável, enfrenta agora um desafio. Os EUA, de forma deliberada, se afastam da ordem internacional que ajudaram a construir, não por fraqueza, mas por uma crise interna de confiança.

Esse movimento, impulsionado por uma transformação política profunda, pode levar a um mundo menos centrado nos EUA, mais fragmentado e instável. A persistência de tensões políticas internas nos EUA, com um sistema eleitoral distorcido e um Legislativo fragilizado, aumenta a probabilidade de crises institucionais e, consequentemente, de maior volatilidade nos mercados globais.

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