Mercado em Atenção: Dados de Emprego dos EUA e Perspectivas de Juros
O mercado iniciou a sessão com foco intenso nos dados de emprego dos Estados Unidos, que trouxeram o primeiro relatório após o prolongado “shutdown” do governo, reunindo informações referentes aos meses de outubro e novembro. Um resultado mais fraco do que o esperado poderia provocar ajustes relevantes nas expectativas para a política monetária, atualmente concentradas em um cenário de pausa no ciclo de cortes de juros.
A incerteza em torno dos números americanos, agravada pelas paralisações das atividades públicas, baixas taxas de resposta às pesquisas e atrasos metodológicos, aumenta a probabilidade de distorções estatísticas – um indicador notoriamente sujeito a revisões.
Setor de Tecnologia Sob Pressão
No mercado de ações, o setor de tecnologia continuou sob pressão, com destaque para companhias expostas à temática de inteligência artificial, diante de preocupações persistentes com valuations elevados, níveis de investimento intensivos e maior alavancagem financeira.
Esse cenário tem incentivado uma redução de exposição aos grandes nomes do setor e favorecido uma rotação setorial e regional mais ampla. A volatilidade do mercado de títulos do Tesouro americano também exerce influência sobre o desempenho das empresas de crescimento.
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Cenário Internacional em Cautela
No cenário internacional, o tom é de cautela. As bolsas europeias e asiáticas aguardam os desdobramentos dos dados americanos, enquanto o petróleo recua nesta manhã, refletindo sinais de avanço nas negociações de paz entre Rússia e Ucrânia. A dinâmica geopolítica global, com a retomada das negociações diplomáticas, contribui para a incerteza e a volatilidade nos mercados financeiros.
Brasil em Rotação Setorial
No Brasil, o mercado encerrou a segunda-feira em alta de 1,07%, aos 162.450 pontos, impulsionado pela expectativa de que o Banco Central possa adiar novas altas de juros. A inflação ainda é um fator de risco, mas a percepção de que o Federal Reserve pode adiar cortes de juros também influencia positivamente o mercado brasileiro.
Ouro Alcança Novos Patamares
A prata voltou a renovar máximas históricas, ultrapassando o patamar de US$ 60 por onça, sustentada pela expectativa de novos cortes de juros nos Estados Unidos e por um mercado físico visivelmente apertado. A metal, com uso industrial, papel monetário e proteção patrimonial, se destaca em um cenário de incerteza global.
Negociações de Paz em Berlim
As negociações em Berlim, que envolvem delegações da Ucrânia, dos Estados Unidos e da Europa, avançaram significativamente, com um consenso de cerca de 90% dos pontos discutidos. Entre os tópicos abordados estão a criação de um acordo de segurança similar ao da OTAN, o uso de ativos russos congelados para financiar a reconstrução da Ucrânia e a possível adesão do país à União Europeia.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, demonstrou disposição para abandonar a candidatura da Ucrânia à OTAN como parte de um acordo para encerrar o conflito com a Rússia, desde que o país receba garantias de segurança sólidas e duradouras.
Renovando Máximas
A prata alcançou novos patamares, impulsionada pela expectativa de cortes de juros nos EUA e por um mercado físico apertado. A metal, com uso industrial, papel monetário e proteção patrimonial, se destaca em um cenário de incerteza global. A inflação ainda é um fator de risco, mas a percepção de que o Federal Reserve pode adiar cortes de juros também influencia positivamente o mercado brasileiro.
