A equipe de estratégia da XP Investimentos destaca o “factor investing” como uma recomendação de investimento. Essa estratégia se baseia na análise de dados, focando na seleção de ativos que respondem a catalisadores sistemáticos de retorno das ações.
O objetivo é entender por que certas ações se movem juntas ou apresentam retornos superiores.
Fatores Estabelecidos ao Longo do Tempo
Ao longo dos anos, diversos fatores foram identificados como importantes para o desempenho das ações. Entre eles, destacam-se o “Valor”, que considera ações negociadas com múltiplos baixos em relação aos seus fundamentos, o “Momentum”, que acompanha a continuidade das tendências de preço das ações, o “Qualidade”, que busca empresas com alta rentabilidade, balanços sólidos e boa geração de caixa, e o “Baixo Risco”, que prioriza ações menos voláteis e com histórico de preços mais estável.
Desempenho em Dezembro de 2025
Em dezembro de 2025, o mercado acionário brasileiro apresentou uma grande variação de resultados entre os diferentes fatores. O desempenho do “Baixo Risco” se destacou, impulsionado por ações menos voláteis. A estratégia de “Revisões de Sell-side”, que acompanha mudanças nas estimativas de lucro de analistas, também teve bom desempenho.
Desempenho do Fator Valor
O fator “Valor” registrou uma queda significativa em dezembro, com uma variação de 4,0%, após um desempenho excepcional ao longo do ano. No entanto, o fator “Valor” se manteve como o destaque de 2025, com uma alta acumulada de 48,7%, superando o avanço do Ibovespa em 34,0%.
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Tendências e Perspectivas Futuras
O “Momentum” continuou sendo um fator de preocupação, com um recuo de 2,3% das ações que apresentaram tendências negativas. Apesar disso, a XP acredita que o “Momentum” terá uma recuperação em 2026, com a melhora das condições macroeconômicas.
A casa de investimento ressalta que todos os fatores apresentaram retornos positivos em 2025.
Carteiras e Recomendações da XP
Com base em seu modelo multifator, a XP atualizou suas carteiras de ações, identificando as melhores e as piores combinações de fatores. Entre as 10 melhores ações, estão Lavvi, JHSF, Mills, Ultrapar, Vulcabras, Itaúsa, Allos, Grendene, Cogna e Bemobi.
Já entre as 10 ações a evitar, estão Braskem, Raízen, Oncoclínicas, Tupy, Auren Energia, Gafisa, Vibra Energia, Grupo Casas Bahia, Hapvida e Cosan.
A XP reforça que a análise multifatorial busca capturar diferentes fontes de retorno no mercado acionário e que a combinação equilibrada entre estilos segue sendo uma ferramenta central para navegar períodos de maior volatilidade e mudanças de regime econômico.
