Dólar cai contra o Real: Enzo Pacheco explica o fluxo de dólares e o futuro cambial

Dólar cai para mínima em 2 anos! Enzo Pacheco explica o fluxo de dólares e o que pode mudar o cenário cambial. Saiba mais!

09/04/2026 17:10

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(Imagem de reprodução da internet).

Dólar Recua em Relação ao Real: Análise de Enzo Pacheco sobre o Cenário Cambial

Desde a quarta-feira (8), o dólar começou a apresentar uma tendência de queda frente ao real, movimento que se manteve até o fechamento da tarde de quinta-feira (9). No dia, a cotação atingiu uma mínima intraday de R$ 5,06, marcando o menor patamar em dois anos.

De modo geral, um câmbio mais baixo pode ser atribuído ao aumento da oferta da moeda americana no mercado nacional. Surge a questão: o que impulsiona esse maior fluxo de dólar no Brasil neste momento, e qual o potencial de queda da moeda?

Fatores que Influenciam o Fluxo de Investimentos Estrangeiros

Enzo Pacheco, analista da Empiricus Research, abordou o tema na edição de quinta-feira (9) do programa Giro do Mercado, do Money Times. Ele apontou que a queda do dólar coincide com os recordes históricos do Ibovespa nesta semana, e os fatores por trás disso são multifacetados.

Geopolítica e Commodities

Um dos elementos chave é a volatilidade das tensões no Oriente Médio. Na noite de terça-feira (7), os Estados Unidos anunciaram um cessar-fogo, embora este não tenha sido totalmente confirmado por todas as partes envolvidas no conflito.

O interesse do investidor estrangeiro migrar para o Brasil é impulsionado por fatores como o papel do país como grande exportador de petróleo e outras commodities, como a soja. Isso reflete diretamente nas empresas desses setores listadas na B3.

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O Atrativo dos Juros e o Carry Trade

Outro fator relevante são os juros elevados. Pacheco sugere que, se os EUA pausarem o ciclo de corte de juros devido às incertezas geopolíticas, o ciclo de cortes da Selic no Brasil também pode ser interrompido, mantendo os juros em patamares de dois dígitos.

Esse cenário favorece o chamado *carry trade*. O investidor pode, assim, captar recursos na moeda americana, investir no Brasil com juros altos e, consequentemente, se proteger contra variações cambiais. Segundo o analista, a diferença entre os juros brasileiro e americano permanece muito atrativa.

Projeções e Recomendações para o Investidor

Ao ser questionado sobre o limite de queda do dólar, Pacheco foi cauteloso, afirmando que ver a moeda abaixo de R$ 5 é improvável. Ele mencionou que, embora se fale em um “dólar de equilíbrio” entre R$ 4,50 e R$ 4,80, sempre que o patamar é atingido, algo inesperado ocorre.

Estratégia de Posicionamento

Para investidores que ainda não possuem posições em moeda forte ou ativos internacionais, o analista aconselhou a começar a montar uma carteira o quanto antes. Pacheco enfatizou que o foco não deve ser apenas o câmbio em si.

Ele sugeriu que é preciso buscar oportunidades “lá fora” com preços muito interessantes. Para o momento, há ações internacionais de qualidade e descontadas, o que pode abrir janelas de oportunidade para quem decidir se posicionar a partir de agora.

Conclusão: Oportunidades Além do Câmbio

Enzo Pacheco, responsável pelas recomendações de ativos internacionais da Empiricus Research, reforçou que o cenário atual oferece mais do que apenas uma taxa de câmbio favorável. A análise aponta para a necessidade de avaliar o mercado global em busca de ativos descontados, complementando a visão sobre o fluxo de capital para o Brasil.

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