Weg Apresenta Resultados Surpreendentes no 1T26: Queda e Desafios no Brasil

Weg (WEGE3) Apresenta Resultados do 1T26 Abaixo das Expectativas
A Weg (WEGE3) divulgou seus resultados referentes ao primeiro trimestre de 2026 (1T26), revelando números que ficaram inferiores às projeções do mercado. A empresa atribui o desempenho aquém do esperado principalmente à operação no Brasil e ao aumento das pressões de custos, fatores que impactaram significativamente o resultado financeiro.
Receita Operacional Líquida (ROL)
A receita operacional líquida (ROL) da Weg no mercado doméstico alcançou R$ 3,57 bilhões, representando uma queda de -19,5% em comparação com o ano anterior. Essa redução foi impulsionada pela frente de Geração, Transmissão e Distribuição (GTD) de energia, devido à falta de projetos relevantes de geração solar centralizada, especialmente considerando o desempenho do 1T25.
Apesar do cenário global ainda desafiador e do impacto negativo da variação cambial, a empresa conseguiu manter um crescimento no mercado internacional.
Desempenho Internacional
A receita líquida internacional somou R$ 5,9 bilhões, um aumento de 4,5% em relação ao ano anterior, com um crescimento de 16,1% em moeda constante. Esse resultado positivo reflete uma demanda robusta, notadamente nos segmentos de óleo & gás e soluções para data centers.
A receita internacional da ROL foi de R$ 9,6 bilhões, com uma queda de -6,1% em relação ao ano anterior, abaixo das expectativas do mercado.
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Análise por Frentes de Negócios
Dentro da empresa, a vertical de Equipamentos Elétricos Industriais (EEI) apresentou um crescimento leve no mercado doméstico, com uma receita de R$ 1,39 bilhão (+1,7% a/a), impulsionada pelas entregas de equipamentos de ciclo longo. No exterior, a receita atingiu R$ 3,27 bilhões (+6,2% a/a), com destaque para a demanda em setores industriais e a entrada de novos pedidos.
A frente de GTD continuou sendo o principal fator de impacto negativo no desempenho do trimestre.
A área de Motores Comerciais e Appliance (MCA) registrou um desempenho mais fraco, com receitas de R$ 331 milhões no Brasil (-7,1% a/a) e R$ 446 milhões no exterior (-1,7% a/a), refletindo uma demanda mais moderada. A divisão de Tintas e Vernizes (T&V) apresentou um resultado positivo, com receita de R$ 330 milhões no mercado doméstico (+2,2% a/a) e R$ 66 milhões no exterior (+13,8% a/a), impulsionada pelo crescimento internacional.
Margem Bruta e Lucro Líquido
A margem bruta da Weg recuou para 31,6%, representando uma queda de -1,3 ponto percentual (p.p.) em relação ao ano anterior e -2,4 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. Essa redução foi causada pelo aumento dos custos de matérias-primas (principalmente cobre), pelas tarifas de importação nos EUA e pela menor alavancagem operacional.
O Ebitda totalizou R$ 2,1 bilhões (-3,2% a/a), mas com melhora na margem, que atingiu 22,2% (+0,6 p.p. a/a), devido a um melhor mix de produtos e à reversão da provisão de participação de resultados. O lucro líquido foi de R$ 1,46 bilhão (-5,7% a/a), também abaixo do esperado.
Fundamentos Sólidos e Perspectivas Futuras
Apesar da pressão nos resultados e nas margens, a companhia mantém fundamentos sólidos, evidenciados pelo ROIC (Return on Invested Capital) de 33,1%, que demonstra a capacidade da Weg de gerar valor para o acionista. A geração de caixa livre foi de R$ 63 milhões, mantendo-se positiva mesmo com as dificuldades mencionadas.
Olhando para o futuro, o cenário de curto prazo continua desafiador, com a variação cambial e a menor dinâmica no mercado doméstico impactando os resultados ao longo de 2026. No entanto, o mercado acompanha a melhoria estrutural a partir de 2027, impulsionada pela expansão da capacidade e pela continuidade dos investimentos em infraestrutura elétrica global.
A Weg (WEGE3) mantém recomendação de compra com um múltiplo de 27,5x lucros para os próximos 12 meses, conforme avaliação da Empiricus.
Autor(a):
Redação
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