Com o ano se aproximando do fim, o interesse de investidores se concentra em previsões para 2026: o mercado tende a seguir uma trajetória de alta (bull market) ou será marcado por um cenário mais desafiador? Além disso, existe ainda a possibilidade de investir em empresas de menor capitalização (small caps) a preços considerados vantajosos?
Estas foram algumas das questões levantadas por Felipe Miranda, CEO e estrategista-chefe da Empiricus Research, durante seu programa semanal, Blink!. Miranda também ofereceu sua opinião sobre o melhor presidente do Banco Central do Brasil.
Análise do Mercado e Expectativas para 2026
Miranda acredita que existe uma oportunidade atual, após a absorção de um período de alta até março e abril, com a redução das taxas de juros e o fluxo de investimentos em dividendos. A saída do dólar, motivada pela diversificação para outros ativos, também é um fator relevante.
A partir de abril, a dinâmica do mercado dependerá das decisões da política econômica em 2027, que serão influenciadas pelas eleições.
Ele destaca que, se Lula implementar medidas de ajuste fiscal, o mercado poderá apresentar um desempenho positivo. Caso contrário, ou se um candidato da centro-direita ou Flávio Bolsonaro se destacar, um cenário de alta (bull market) é possível.
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Miranda prevê que os próximos seis meses serão favoráveis ao mercado, mas a trajetória futura dependerá das sinalizações políticas.
Small Caps: Oportunidade Descontada?
Miranda questiona se o momento de investir em small caps já passou ou se ainda há descontos significativos. Ele aponta que o múltiplo preço/lucro do SMALL11 é de 15 vezes, indicando que as empresas de menor capitalização podem estar subvalorizadas.
Ele acredita que a queda das taxas de juros e o fluxo de investimentos doméstico impulsionarão o desempenho das small caps.
Ele ressalta que as small caps são mais sensíveis aos ciclos econômicos devido ao menor acesso a capital e maior endividamento. O fluxo de investimentos local, diferente do fluxo estrangeiro que tende a se concentrar em grandes empresas, também favorecerá o desempenho das small caps.
Opinião sobre Presidentes do Banco Central
Miranda destaca a tecnicidade e institucionalidade de Gustavo Franco no Banco Central brasileiro, mas critica a persistência no câmbio fixo, que gerou perdas em reservas internacionais. Armínio Fraga, por sua vez, é considerado o favorito de Miranda, devido à implementação formal do regime de Metas de Inflação (Inflation Targeting).
