Goldman Sachs analisa telecomunicações na América Latina: riscos e oportunidades no setor

Goldman Sachs Acompanha o Cenário da Telecomunicações na América Latina
O Goldman Sachs retomou sua análise das principais empresas de telecomunicações da América Latina, incluindo a Telefônica Brasil, América Móvil (dona da Claro) e TIM. A instituição financeira adota uma postura construtiva, buscando entender a dinâmica do setor, especialmente no segmento móvel, embora mantenha cautela em relação às avaliações das ações das empresas.
Competição e Mudanças no Mercado
Após a reorganização da Oi em 2022, o mercado brasileiro de telefonia móvel se consolidou em um “triopólio virtual”, com Vivo, Claro e TIM controlando a maior parte dos clientes. Essa mudança impulsionou uma competição mais focada em oferecer benefícios como franquias de dados e acesso a serviços de streaming.
O Goldman Sachs observou que essa competição disciplinada resultou em uma redução no cancelamento de serviços (churn) e em um aumento na receita média por usuário (ARPU), alinhado à inflação.
Desafios na Banda Larga Fixa
No entanto, o banco identifica desafios no mercado de banda larga fixa, onde a atuação de diversas empresas regionais gera pressão sobre a ARPU. Isso pode levar a novas fusões e aquisições. Além disso, a instituição destaca a importância das decisões de investimento dos acionistas, seja por meio de dividendos ou aquisições, considerando os balanços ainda desalavancados das empresas.
Análise das Ações Individuais
As ações da Vivo caíram 1,21% e 0,14% em um determinado momento, enquanto o Goldman Sachs recomenda a venda das ações da Telefônica Brasil, com um preço-alvo de R$ 36,50, devido à expectativa de desaceleração no fluxo de caixa livre. A TIM mantém uma posição neutra, com preço-alvo de R$ 24,80, destacando o elevado dividend yield em comparação com a Vivo.
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Perspectivas e Projeções
O Goldman Sachs projeta que a geração de caixa livre da TIM continue crescendo, impulsionada pela expansão dos dividendos, estimada em cerca de R$ 6,6 bilhões até 2028. O banco estima um crescimento do fluxo de caixa livre de 8% e 11% em 2026 e 2027, respectivamente, abaixo das projeções anteriores.
TIM: Foco em Eficiência e Remuneração
Para a TIM, o Goldman Sachs destaca programas de eficiência operacional, renegociação de contratos de aluguel de torres e a expectativa de um aumento de 0,7 ponto percentual nas margens EBITDA após leasing em 2026 e 2027. O banco também aponta que a empresa já divulgou guidance para o ano, ancorando as expectativas do mercado para crescimento de receitas móveis, rentabilidade e dividendos.
Claro: Oportunidades com a Aquisição da Desktop
Em relação à Claro, o Goldman Sachs mantém uma recomendação de compra, sustentada pelo desempenho positivo da empresa no México e no Brasil, e pela possível integração da aquisição da empresa brasileira de fibra Desktop. O banco também menciona o processo de desalavancagem, que pode abrir espaço para novas decisões de alocação de capital.
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