Itaú BBA mantém recomendação para CSN e CSN Mineração apesar da queda? Saiba mais!
Itaú BBA mantém recomendação para CSN e CSN Mineração, apesar da queda. Saiba o que os analistas apontam sobre o futuro do setor!
Itaú BBA Mantém Recomendação para CSN e CSN Mineração Apesar da Queda
O Itaú BBA revisou suas projeções e manteve a recomendação de “market perform” (desempenho alinhado ao mercado) tanto para a CSN quanto para a CSN Mineração. Os preços-alvo foram definidos em R$ 7,50 e R$ 5,50, respectivamente.
No dia em questão, a CSN apresentava queda de 1,36%, negociando a R$ 6,55, enquanto a CSN Mineração recuava 0,81%, cotada a R$ 4,90. Os analistas apontam que a CSN acumulou uma queda de 7% no ano, em contraste com a alta de cerca de 20% observada na Vale.
Comparativo de Desempenho no Setor de Siderurgia
A análise comparativa mostra que a CSN recuou 24% no período, enquanto empresas como Gerdau e Usiminas registraram altas significativas de 6% e 21%, respectivamente. Segundo o banco, o desempenho inferior da CSN está mais associado ao risco percebido de sua alta alavancagem do que aos fundamentos operacionais.
Perspectivas de Aço e Mineração
O banco incorporou uma visão mais otimista para o segmento de aço da CSN, citando perspectivas favoráveis para os preços a partir do terceiro trimestre de 2026. Contudo, avalia que este fator não é o principal motor da tese de investimento no momento.
Preocupações com a Alavancagem e Múltiplos de Valuation
As preocupações crescentes com o endividamento continuam pesando no sentimento dos investidores. Para o Itaú BBA, o risco-retorno das duas companhias não é considerado muito atrativo. Os múltiplos de 5,0 vezes EV/EBITDA para a CSN e 5,8 vezes para a CSN Mineração em 2026 são vistos como justos, somados a projeções de fluxo de caixa livre negativo.
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Detalhes das Revisões e Potenciais Catalisadores
Para a CSN, a recomendação foi mantida, mas o preço-alvo foi ajustado de R$ 9,50 para R$ 7,50, sugerindo um potencial de alta de 12%. A expectativa de EBITDA para 2026 é de R$ 11,7 bilhões, estável em relação ao ano anterior, graças à compensação entre aço e cimento, apesar da mineração.
No braço de mineração, a recomendação neutra foi mantida, com o preço-alvo reduzido de R$ 6,50 para R$ 5,50. O EBITDA projetado para 2026 é de R$ 5,3 bilhões, representando uma queda de 18% em relação à base anual, pressionado por custos de frete e produção e por um real mais forte.
O Papel dos Desinvestimentos
O Itaú BBA aponta os desinvestimentos como um possível ponto de virada para a CSN. A alavancagem pode atingir 3,9 vezes dívida líquida/EBITDA em 2026, superando os 3,5 vezes registrados no final de 2025. O banco considera alta a probabilidade de vendas de ativos, especialmente na divisão de cimento.
Uma eventual venda poderia reduzir a dívida em um patamar entre R$ 12 bilhões e R$ 16 bilhões, o que melhoraria a liquidez e daria mais fôlego para gerenciar os cerca de R$ 28,6 bilhões em dívidas com vencimento até 2028.
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