M. Dias Maluf: Queda Drástica nas Ações Apesar de Lucro Recorde!

As ações da M. Dias Maluf, fabricante de massas e biscoitos, enfrentaram uma forte queda nesta sexta-feira, 8 de maio de 2026. Às 10h44 (horário de Brasília), o valor das ações havia diminuído 10,47%, atingindo R$ 22,06. Essa retração ocorreu mesmo com o anúncio de um lucro líquido que superou 50% em relação ao ano anterior, alcançando R$ 106,3 milhões.
Análise do JPMorgan: Resultados Abaixo do Esperado
O JPMorgan destacou que os resultados da empresa ficaram significativamente abaixo das expectativas do mercado. Apesar do aumento no volume de vendas e da expansão da participação de mercado, a companhia apresentou uma receita líquida de R$ 2,22 bilhões, um crescimento de apenas 0,4% em relação ao ano anterior, e inferior às estimativas do banco em 4,3%.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado também ficou aquém, com uma queda de 21,7% em relação à projeção do JPMorgan.
Desempenho da Margem e Lucro Líquido
Apesar do crescimento de 21,8% no Ebitda, a margem Ebitda avançou apenas 1,55 ponto percentual, atingindo 8,8%. Os analistas do JPMorgan ressaltaram que esse nível ainda está distante das médias históricas da empresa. O lucro líquido, que subiu 52,7% para R$ 106 milhões, também não atingiu as expectativas, apresentando uma queda de 7,6% em relação à projeção do JPMorgan e 19,8% em relação ao consenso do mercado.
Pontos Positivos e Pressões
O JPMorgan apontou um ponto positivo no desempenho da M. Dias Maluf: o crescimento de 3,4% nos volumes vendidos, impulsionado pelo aumento nas vendas de biscoitos, massas e farinha de trigo, especialmente das marcas Piraquê e Jasmine. No entanto, os analistas também identificaram pressões sobre os preços, com uma queda de 2,9% no preço médio, influenciada pela maior participação do canal food service e pela queda nos preços do trigo.
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A geração de caixa operacional também diminuiu, impactada pela necessidade de capital de giro.
Avaliação da XP Investimentos
A XP Investimentos observou que o mix de receita da empresa apresentou um desempenho mais fraco do que o esperado, com os produtos tradicionais (biscoitos, massas e margarinas) perdendo participação na receita. Contudo, houve ganhos em segmentos como a moagem de trigo e óleos de refino.
Os preços médios também ficaram abaixo das expectativas, com uma queda de 6% no ano e 5% no trimestre, impactando a margem bruta.
O JPMorgan manteve a recomendação neutra e o preço-alvo de R$ 25 para as ações da M. Dias Maluf.
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