Vale dispara após 1T26: o que XP e Morgan Stanley dizem sobre o futuro?

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17/04/2026 10:40

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(Imagem de reprodução da internet).

Ações da Vale sobem após resultados positivos do primeiro trimestre de 2026

As ações da Vale apresentaram alta nesta sexta-feira, dia 17, após a divulgação do relatório de produção e vendas referente ao primeiro trimestre de 2026 (1T26). A mineradora registrou um aumento de 3% na produção, totalizando 69,6 milhões de toneladas, em comparação com o mesmo período de 2025.

No decorrer do dia, os papéis avançavam 1,78%, atingindo R$ 89. Analistas de grandes instituições financeiras apontaram para um desempenho operacional robusto da companhia, o que gerou otimismo no mercado.

Visões de Grandes Bancos sobre o Desempenho Operacional

A XP Investimentos considerou o desempenho operacional da Vale sólido, com resultados ligeiramente acima das expectativas. Isso sugere um potencial de alta de cerca de 5% na projeção de EBITDA ajustado, que foi estimado em aproximadamente US$ 4,2 bilhões para o 1T26, superando a projeção anterior de US$ 4,0 bilhões.

Análise de Outras Instituições Financeiras

Segundo o Morgan Stanley, o aumento na produção foi impulsionado pela expansão do projeto Capanema, que deve atingir sua capacidade total no segundo trimestre de 2026. Além disso, o bom desempenho em Brucutu e a redução do tempo de parada para manutenção no Complexo Itabira foram fatores chave.

O Morgan Stanley, que manteve recomendação de compra e um preço-alvo de US$ 19,50 por ADR, ressaltou que esses avanços compensaram a menor disponibilidade de minério bruto em Serra Norte.

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Consistência de Resultados e Projeções de EBITDA

Para o Bradesco BBI, a Vale entregou mais um conjunto de resultados fortes, com crescimento de produção em base anual em todas as suas linhas. Isso reforça a percepção de execução consistente, mesmo diante de desafios como chuvas intensas e restrições temporárias em algumas minas.

O BBI projeta o EBITDA para aproximadamente US$ 3,9 bilhões no trimestre, considerando o forte momento operacional e os preços elevados das commodities. O banco reiterou a recomendação de compra, apontando que a empresa deve gerar cerca de 11% de seu valor de mercado em caixa ao longo de 2026.

Destaques de Outros Relatórios de Análise

O BTG Pactual avaliou resultados operacionais consistentes, com o cobre apresentando crescimento sólido e o níquel superando expectativas. O banco manteve recomendação de compra, estabelecendo preço-alvo de R$ 85, e mencionou a trajetória estável da companhia.

O Itaú BBA ajustou sua estimativa de EBITDA pro forma para o 1T26 para cerca de US$ 4,060 bilhões, um aumento de 1,5% sobre a estimativa anterior. O BBA reiterou a recomendação de compra com preço-alvo de R$ 101.

Fatores de Mercado e Perspectivas Futuras

A Genial Investimentos observou o forte desempenho das operações de metais básicos (VBM), impulsionado por volumes e preços acima do projetado para cobre e níquel. Os embarques de finos de minério de ferro também vieram mais fortes que o esperado, devido a um intenso movimento de desestocagem.

A Genial elevou sua projeção de EBITDA proforma para US$ 4,1 bilhões, o que representa um avanço de 2,6% em relação à estimativa anterior. Apesar de ser uma queda trimestral de 15,8%, o número mostra um aumento expressivo de 26,8% na base anual.

Além dos dados positivos apresentados pelos analistas, o aumento nos preços futuros do minério de ferro na bolsa de Dalian também sustentou a alta das ações. Os investidores estão atentos a possíveis interrupções no fornecimento australiano, em contraste com a demanda moderada da China, devido a restrições ambientais em uma província produtora de aço.

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