Valter Rebelo e Guilherme Prado discutem investimento em stablecoins
Valter Rebelo (Empiricus) e Guilherme Prado (Bitget) discutiram investimento em stablecoins e outras moedas no Money Times.
Stablecoins e o Crescimento do Mercado Cripto
O mercado de stablecoins, ativos digitais lastreados em moedas reais como o dólar americano, tem experimentado um crescimento significativo, ultrapassando os US$ 300 bilhões em valor de mercado. Essa ascensão é impulsionada pela busca por alternativas de investimento e pela necessidade de facilitar transações no universo cripto.
A Tether Holdings, uma das maiores detentoras de títulos do Tesouro dos Estados Unidos, desempenha um papel crucial nesse cenário, com quase US$ 120 bilhões em ativos.
As stablecoins oferecem uma solução para a volatilidade inerente às criptomoedas, permitindo pagamentos internacionais, negociações em corretoras e proteção contra a inflação. A capacidade de equalizar ganhos e perdas, antes um desafio no mercado de Bitcoin, tornou-se uma realidade com o surgimento das stablecoins.
Como as Stablecoins Funcionam
As stablecoins são lastreadas em moedas reais, como o dólar americano, garantindo que 1 USDT (dólar tokenizado) sempre valha 1 dólar americano. Para assegurar essa equivalência, a empresa que desenvolve a stablecoin precisa manter uma reserva equivalente na moeda real, garantindo que haja 1 milhão de dólares em caixa para cada 1 milhão de stablecoins de dólar emitidas.
Estratégias e Retornos com Stablecoins
Investidores e especialistas apontam diversas formas de obter retornos com stablecoins. Uma estratégia comum é utilizar títulos do Tesouro norte-americano, convertendo-os em tokens na proporção de um para um. Ferramentas de automação, como o SharkFin da Bitget, também são recomendadas para otimizar o investimento, especialmente em mercados laterais, onde a rentabilidade pode ser maior.
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Perspectivas para o Bitcoin
Durante o evento, os especialistas também discutiram as perspectivas para o Bitcoin. Guilherme Prado, da Bitget, expressou otimismo, prevendo que o Bitcoin possa atingir US$ 150 mil no final do ano, impulsionado por um cenário macroeconômico favorável, com baixo risco de crédito e juros em queda.
Valter Rebelo, da Empiricus, compartilhou uma visão mais cautelosa, mas ainda otimista, destacando a relação entre o Bitcoin e a Nasdaq, onde o Bitcoin ainda está descontado.
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