MCMV Impulsiona Vendas Apesar de Juros Altos: Novo Relatório Revela Números Surpreendentes

Minha Casa Minha Vida Impulsiona Vendas Apesar dos Altos Juros
O Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) continua sendo um pilar fundamental para o mercado imobiliário brasileiro, mesmo com a taxa Selic em 14,5%. Dados recentes, divulgados nesta segunda-feira (25) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), revelam que o programa responde por aproximadamente metade das vendas residenciais no país.
O levantamento, baseado em dados de 221 cidades brasileiras, demonstra a força do programa.
De acordo com a CBIC, o MCMV foi responsável por 49% de todos os imóveis vendidos no primeiro trimestre de 2026, o que equivale a 54.510 unidades comercializadas. Essa performance consolida o programa não apenas como uma política social, mas como um motor essencial para a construção civil, transformando-se também em um programa voltado para a classe média.
Análise do Mercado Imobiliário
O mercado imobiliário, apesar do ambiente de crédito ainda restrito, apresenta vendas robustas. No primeiro trimestre de 2026, foram vendidas 110.722 unidades, um aumento de 4,1% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar de um leve recuo de 2,6% em comparação com o trimestre anterior, o setor considera essa situação como estabilidade.
Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP e conselheiro da CBIC, reforça essa visão.
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Lançamentos e Estoque
Contrariando a tendência de vendas, os lançamentos de novos imóveis desaceleraram. Entre janeiro e março, foram lançadas 97.802 unidades, uma queda de 4,9% em relação ao ano anterior e uma retração ainda maior de 32,1% em comparação com o quarto trimestre de 2025.
No entanto, o setor demonstra otimismo em relação ao estoque disponível, que atingiu 350.891 unidades, um aumento de 8,2% em 12 meses, mas com uma redução de 3,5% no trimestre anterior. A CBIC estima que, sem novos lançamentos, o estoque atual seria consumido em cerca de 10 meses, considerado um nível confortável.
Dependência do MCMV
A dependência do MCMV no mercado imobiliário é notável. O programa respondeu por 49% das vendas e cerca de 50% dos lançamentos no primeiro trimestre de 2026. A CBIC aponta que essa dependência pode ser ainda maior quando se analisa o cenário nacional, estimando que o programa represente entre 65% e 70% do mercado imobiliário residencial.
As diferenças urbanísticas e as regras municipais explicam essa disparidade regional.
Demanda e Expectativas
Apesar dos juros elevados, a demanda por imóveis permanece alta. Uma pesquisa da Brain Inteligência Estratégica, apresentada durante a coletiva, revela que 49% dos brasileiros pretendem comprar um imóvel nos próximos 24 meses, um número superior aos 44% registrados no primeiro trimestre de 2025.
Os principais motivos para essa intenção são a preferência pela casa de rua (47%) e apartamentos (35%). A força do mercado se deve à combinação de emprego estável, renda média crescente e a expectativa de uma futura queda nos juros.
Executivos da construção alertam para riscos que podem impactar o mercado, como mudanças trabalhistas sem compensação de produtividade, que poderiam elevar os custos da construção em até 10%, e os ataques ao FGTS, principal fonte de financiamento para a compra da casa própria.
Esses fatores representam preocupações significativas para o setor.
Autor(a):
Redação
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