Quero-Quero em crise: Prejuízo explode e ações despencam em 2026

Prejuízo de R$ 61,7 milhões atinge Quero-Quero! Ações despencam 21% e analistas revisam previsão. Saiba mais!

08/05/2026 17:31

2 min

Quero-Quero em crise: Prejuízo explode e ações despencam em 2026
(Imagem de reprodução da internet).

As Lojas Quero-Quero apresentaram um desempenho decepcionante no primeiro trimestre de 2026, com resultados abaixo do que o mercado esperava. A companhia registrou um prejuízo líquido de R$ 61,7 milhões, um aumento expressivo de 98% em relação ao mesmo período do ano anterior (1T25).

Essa situação gerou reações imediatas nos mercados financeiros.

Impacto no Mercado e Revisão de Previsão

A queda nas ações da empresa foi notável, com a fechamento da sexta-feira (8) marcando uma desvalorização de 21,03%, com o valor da ação cotado em R$ 1,54. Analistas do Itaú BBA avaliaram os resultados, atribuindo a situação à compressão das margens da divisão de serviços financeiros.

Em resposta, o banco revisou suas estimativas para a empresa, elevando o preço-alvo para o final de 2026 para R$ 3,60, anteriormente R$ 1,97.

Desempenho Financeiro Detalhado

O prejuízo líquido ajustado da empresa alcançou R$ 35,5 milhões. Apesar de uma receita bruta que se manteve próxima das expectativas, com um aumento de 3,3% em relação ao ano anterior, a margem bruta consolidada apresentou uma queda de 0,8 ponto percentual em comparação com o esperado.

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A receita total foi de R$ 790,2 milhões, e a margem bruta atingiu 26,8%.

Serviços Financeiros: Principal Fator de Impacto

A principal causa da preocupação dos analistas foi a margem de serviços financeiros, que sofreu uma forte pressão devido à taxa Selic. A margem recuou 9,2 pontos percentuais em relação ao ano anterior, atingindo 34,1%. Essa compressão foi atribuída a maiores custos de captação, impulsionados pela Selic elevada, e ao aumento das provisões.

A empresa também ajustou sua estratégia, direcionando recursos para linhas de crédito de menor risco.

Outros Fatores e Perspectivas

As despesas financeiras da companhia também aumentaram significativamente, com um crescimento de 30,2% ao ano, em linha com o aumento da taxa de juros. Analistas consideram a empresa uma das mais sensíveis às variações nos juros, devido à sua exposição ao setor de materiais de construção, alta dependência de crédito próprio e estrutura de financiamento atrelada a taxas flutuantes.

A expectativa é que um ciclo de corte de juros possa impulsionar o desempenho da empresa no restante do ano.

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